O Inverno começa com surpresas e desejo de abertura. No solstício, a  entrada do Sol em Capricónio estimula as responsabilidades, organização, a compreensão dos limites e a expectativa do retorno investido. Mas hoje, encontra-se com Urano em quadratura e sentimos a necessidade de libertarmo-nos de responsabilidades antigas ou somos sujeitos a acontecimentos inesperados que podem exacerbar comportamentos inconsistentes. Esperar o inesperado é o moto com Urano e não podemos esquecer que este avança para uma série de quadraturas a Plutão, ao longo de 2012, forçando mudanças estruturais radicais nos tecidos financeiros, politicos e sociais e na nossa inserção na organização colectiva. Ora, ao entrar em Capricórnio, e ao longo desta semana, este Sol ou as nossas responsabilidades  começam por ser postas em causa por forças maiores  com o quadrado a Urano para depois virem a ser transformadas com a conjunção a Plutão depois do Natal, dando-nos assim indícios das tensões e revoluções esperadas no próximo ano.

No entanto, o arranque desde processo beneficia à partida de um potencial de realização, abundância ou generosidade promovido pelo trígono do Sol a Júpiter em Touro, desde ontem facilitando a afirmação benéfica, bem sucedida  dos nossos fundamentos sejam eles espirituais, culturais ou financeiros. Para isso podemos contar com boa intuição e satisfação emocional graças ao trígono da Lua em Sagitário, pela tarde, em trígono a Urano.  Mas cuidado com uma imaginação delirante ou hábitos condicionados pelo sub-consciente que nos perturbam repetidamente, já que a Lua faz quadrado a Neptuno e ao Quiron.

“Euróscopo”- Disputas na organização interna

A entrada do Sol em Capricórnio traduz-se para a zona Euro e para a moeda comum no foco na organização e segurança interna, nos recursos próprios, sejam eles agrícolas, imobiliários ou do sub-solo. É também o período de concentração nas respostas populares ou da oposição às medidas governamentais tomadas na última Cimeira.  Os aspectos hoje de quadratura a Urano e trígono a Júpiter podem traduzir-se em disputas inesperadas entre os parceiros, potenciando rupturas ao mesmo tempo que a opinião pública e a banca aprova a disponibilização de fundos para fazer face á crise.