Depois do Solstício de sexta-feira temos no sábado o ingresso da Lua em Caranguejo, oposta, Cheia, ao Sol em Capricórnio e no domingo, ainda em Caranguejo, oposta a Saturno e a caminho de uma oposição a Plutão, também eles em Capricórnio. Isto ilustra a profunda discordância entre a segurança que ambicionamos, pessoal, familiar, emocional, nacional e o que nos dá ou permitem as estruturas em que estamos inseridos, domestica, política e socialmente. Por um lado desejamos casa, ninho, rotinas, tradições, por outro há uma ordem fria que nos condiciona e deprime. Pode ser a família que desejávamos e a família que temos, pode ser o país a que aspiramos e o governo que temos… Apesar disto não podemos perder a esperança de que vamos conseguir chegar a um lugar melhor, a dificuldade está em conciliar expectativas e razão. Mercúrio e Júpiter estão conjuntos em Sagitário em quadratura a Neptuno em Peixes e estes aspectos não deixarão menos fazer sentir a tensão entre as grandes ideias e como projectamos concretizá-las porque dificilmente encontramos seco ou empatia desejados. De facto a chave continua a ser ir ao fundo do que queremos mudar e organizarmo-nos pragmaticamente nesse sentido. Tudo o resto são distrações, tanto a carência de segurança desta Lua Cheia como as falsas expectativas dos aspectos a Neptuno de Júpiter e Mercúrio. A quadratura de Urano retrógrado em Carneiro ao Nódulo Norte em Caranguejo persiste como pano de fundo a orientar-nos no sentido de agirmos de maneira diferente, libertando-nos de velhas compulsões para ganharmos a tal segurança a que a Lua Cheia deste fim-de-semana nos faz aspirar. A segurança tem de estar em nós próprios…