O que temos nos Céus hoje é um extremar de posições entre o que nos dá segurança pessoal e o controlo externo, em mutação a que estamos sujeitos, entre o que é do foro íntimo e o que é do foro público, entre o sentimento do que é do nosso interesse e os limites e regras que não dominamos.  Isto acontece num quadro de transformação profunda das estruturas de vida, porque a Lua Cheia em Caranguejo não só se opõe ao Sol, Saturno e Plutão conjuntos em Capricórnio como sofre um eclipse penumbral que amplia a consciência de tudo o que está estagnado, ou é tóxico ou desadequado à evolução e nos força, a nível pessoal e colectivo, a  eliminar essas condicionantes para estar livre para criar novas bases de segurança e desenvolvimento.

Há como uma guerra entre o passado e o futuro e é possível sentirmo-nos ameaçados pela força destas energias que não controlamos e nos forçam a ir em direcções novas, mesmo sem que saibamos bem quais são. É um ano novo, uma década nova, uma era nova que se desenha e que temos de abraçar o melhor possível, na área de vida que corresponda à casa onde temos Capricórnio no horóscopo individual. Há outras forças radicais que se revelam hoje com a Urano estacionário em véspera de entrar directo em Touro, e Éris, o planetóide da discórdia, directo a 23 graus de Carneiro, em quadratura à Lua Cheia e á conjunção Sol, Saturno, Plutão.

São cenários de navegação díficil que exigem estarmos abertos às mudanças mas prontos a não responder de forma impulsiva. É um ciclo de cerca de 32/33 anos que se fecha e está nas nossas mãos fazer melhor desta vez.