Fim de mês com Lua Cheia, entre os cuidados e a esperança

São três os signos que a Lua atravessa esta semana até fazer oposição ao Sol na Lua Cheia de sábado 27, em Virgem. Três são por isso as áreas principais de inquietação desta semana.

Segunda, terça e na quarta até à hora de almoço, a Lua está em trânsito em Caranguejo, signo que rege, onde está “em casa” e de onde nos incita a procurar segurança nas áreas do doméstico, na familia, nas tradições, onde quer que nos sentimos protegidos ou queiramos proteger. No entanto, satisfazer essas carências não é fácil e muito do de desejamos poderá ter de ser revisto já que a Lua na segunda-feira faz quadratura a Quíron em Carneiro e sextil a Urano em Touro num sinal claro de que as iniciativas a ter têm de estar viradas para o futuro e não para a reprodução de modelos do passado. Adoptar novos valores, apostar na diferença não tem que significar instabilidade mas deve sim de ser visto como base de criação de nova segurança. Um trigono ao Sol em Peixes na segunda e a Neptuno também em Peixes na terça inspira-nos e pode suavizar as tensões mas atenção a não estarmos iludidos a pensar que não há muitas arestas por limar. Estas tornam-se particularmente visíveis na quarta de manha com a lua oposta a Plutão em Capricórnio: há forças maiores que se impõem e obrigam a ajustamentos de expectativas que serão tanto mais fáceis quanto mais flexíveis forem as nossas posições.

A esses ajustamentos emocionais de quarta de manhã segue-se a necessidade de controlar as forças do ego, na quarta à tarde com a Lua já em Leão a fazer oposição a Saturno em Aquário e quadratura a Urano em Touro. Esta quadratura que ja vem da semana passada e que implica contestação, exigência de novos caminhos, revolta contra restrições, tanto a nível pessoal como colectivo, é assim activada pela Lua em trânsito na quinta à tarde, tempo em que individualmente vamos sentir de uma forma mais dramática, dada a oposição a Saturno, que os desejos do coração são difíceis de partilhar, que há regras e limites que pesam e que, dada a quadratura a Urano que há que encontrar outras vias de satisfazer o sentido de ser quem somos. Segue-se a oposição da Lua Mercúrio e ficamos com as emoções a puxarmos para um lado e a lógica para outro, a tendência de dar respostas emocionais a coisa que pedem o uso da razão e a quinta feira acaba com a Lua oposta a Júpiter que nos leva a usar o acelerador em vez dos travões o que pode ter mau resultado. A generosidade sai cara e é preciso avaliar bem o equilibro entre o que damos e o que recebemos para evitar sexta de manhã as discussões e tensões derivadas da Lua em Leão em quadratura a Marte em Touro.

De quinta para sexta Vénus o planeta do amor, das relações, da justiça e do dinheiro e outros símbolos como a beleza e o prazer sai de Aquário e entra em Peixes, signo em que se encontra exaltado e apela totalmente à generosidade e compaixão. Estão assim a partir de sexta, três planetas em Peixes: o Sol, Neptuno e Vénus, a nossa energia vital, os nossos sonhos e a nossa capacidade de dar. É face a estas energias mais sensíveis, mais etéreas, mais humanistas ou espirituais que nos interrogamos sobre como dar forma ao sonho. A Lua entra em Virgem na sexta feira as 5 da tarde exactamente para que analisemos que resposta dar a essa questão. Minuciosamente, burocraticamente, contabilistamente, organizacionalmente, a Lua em Virgem no sábado de manhã, oposta em grau exacto ao Sol em Peixes, vê a sua escuridão “administrativa” iluminada pela luz do astro rei que, a partir do signo de Peixes diz que não temos de nos perder nem nos detalhes nem em ondas de emoção mas sim dar forma cuidada ao sonho, com um máximo de realismo para evitar todas as confusões que podem logo surgir no domingo quando a Lua ainda em Virgem fizer oposição a Neptuno, acabando a semana e o mês numa tónica difícil que pede grande maturidade no estabelecimento de compromissos. Marte está tecnicamente quadrado a Venus toda a semana e temos de afirmar a nossa individualidade nas relações sem por isso as quebrar. Complicado …mas haja esperança… ou não…

Pintura: Marc Chagall- O aniversário, 1887

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