Esta semana é a que nos leva a uma Lua Cheia na próxima segunda, dia 3 um percurso crescente de acção, de busca de resultados, de mergulho na matéria, na expectativa do culminar na oposição ao Sol, com a Lua em Capricórnio a olhar de frente o Sol em Caranguejo cujas energias a Lua lidera.
Esta semana é por isso mais um capítulo da narrativa que começou na Lua Nova no dia 18 e que sugeria uma atenção particular à informação dada ou recebida, pela sua quadratura a Neptuno. De dia 18 até agora, tivemos o equinócio e a quadratura de Marte a Urano sobre a qual, escrevi na semana passada “uma energia explosiva em que tanto os génios do bem como do mal se podem revelar… A ambição, a acção e o desejo muito ego-centrados de Marte em Leão ou o instinto básico de sobrevivência, vitória ou imposição de valores a qualquer preço, leva, na quadratura a Urano, planeta da inovação ou imprevisto, a que não haja contemplação para a energia crua que irrompe, incontrolável… ” assistimos no cenário internacional a uma ilustração desta quadratura na reviravolta do grupo Wagner e o sinal da Lua Nova persiste quando nos recomenda estar atento e tentar decifrar informações pouco claras.
Na senda destes acontecimentos astrais – e terrenos – persiste toda a semana a tensão entre Marte e Urano, exacta segunda 26 mas ainda dentro de orbita até à Lua Cheia. Acrescenta-se também a quadratura de Vénus a Urano que ficará também exacta até à Lua Cheia, um trânsito em que as relações pessoais ou políticas, as alianças ou associações, acordos ou estabilidade têm tendência a inverter posições, mais ainda depois da ação individualista de Marte. Ou seja, a energia explosiva de Marte trará golpes nas relações estabelecidas, que traduzem a quadratura de Vénus a Urano que também vai até à Lua Cheia. A nível pessoal cuidado com quedas, acidentes, golpes ou quaisquer riscos desnecessários, principalmente por distração.
A necessidade de se tentar entender o que está nas entrelinhas ou os enredos na sombra das narrativas oficiais é bastante forte já na segunda 26 com a Lua em Balança quadrada ao Sol em Caranguejo a denunciar a fractura de relações por força do que é pessoal, familiar ou nacional e em plena confusão já que Mercúrio em Gémeos está quadrado a Neptuno em Peixes. De seguida Mercúrio entra em Caranguejo e a informação fica tingida por factores pessoais ou nacionalistas, estando sempre ligada à postura emocional que a Lua ao atravessar os diferentes signos vai sugerindo.
Assim, por exemplo, quarta feira, em Balança, a Lua faz uma quadratura a Plutão o que indica mais uma etapa no crescendo de transformação do que é a casa ou a nação conforme fazemos ou não acordos. . De seguida, com a Lua em Escorpião, trígono a Mercúrio e ao Sol em Caranguejo, trígono a Saturno e depois sextil a Vénus e Marte em Leão, pensamos estar na posse de algum controlo da situação ou pelo menos pensamos controlar a nossa parte da responsabilidade nesse processo em curso até à Lua Cheia de 3 de Julho. Já quinta e sexta a instabilidade , volatilidade ou meras surpresas podem reverter aquilo que pensávamos estar sob controlo, com a Lua em Escorpião em oposição a Urano, quadrada a Marte e Vénus e com um trígono a Neptuno que continua a não permitir ver claro. Mas a esperança é a última coisa a morrer e o ingresso da Lua em Sagitário pela tarde de sexta, com Júpiter seu regente em Touro em bom aspecto ao Sol e a Mercúrio, mais o trígono que a Lua faz a Marte e Vénus, ameniza a quadratura de Vénus a Urano e vemos possibilidades apesar das rupturas em curso.
Tudo isto nos prepara para o culminar da evolução dos factores desencadeados desde o dia 18, numa Lua Cheia na segunda dia 3. Um trígono que se desenvolve este semana, do Sol e de Neptuno a Saturno retrógrado em Peixes indica que interiorizamos já muito do que são as prioridades pessoais, familiares, domésticas ou nacionais a que temos de dar a forma ideal. Vénus e Marte já se estão a afastar da quadratura a Urano e temos apenas de lidar com as réplicas dos tremores que provocaram. A Lua em Capricórnio oposta ao Sol em Caranguejo leva-nos a interrogar se temos tudo o que é preciso de fundo para garantir a nossa segurança. É o culminar de uma série de acções e desenvolvimentos onde vamos melhor entender o que nos falta e o que já temos garantido no campo dessa segurança e do desejo instintivo de raízes. Depois até à próxima Lua Nova é tentar completar o que falta e interiorizamos quais as sementes a plantar na nova Lua Nova de Caranguejo dia 17 de Julho, a 24 graus de Capricórnio, oposta a Plutão e quadrada aos Nódulos. Aí veremos quem é que está a jogar em casa…
E não podemos esquecer que Neptuno entra retrógrado no dia 30 a 27 graus de Peixes. Fica retrógrado até ao dia 6 de Dezembro. É o tempo em que mais se aproximará da Terra e melhor poderemos entender o que tem sido ilusão ou quais os sonhos a que ainda podemos dar forma com a ajuda de Saturno também directo em peixes a partir de Novembro.
R.I.
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Imagem: Tela de Max Ernst, ” Ninguém vai perceber isto” , 1923, na Tate , Londres









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