Esta é uma daquelas semanas que não dá descanso e obriga a ser claro. Para começar, acabaram as declarações de intenção e urge entrar em acção, construindo ou destruindo alicerces e pontes, estruturas e a ordem ou desordem estabelecidas- Marte entrou em Capricórnio e não faz mais quadratura a Neptuno o que nos trazia posicionamentos duvidosos. Isto é já na segunda feira, dia 15, em que Marte também faz sextil à Lua quadrada a Plutão: super intenso, transformador, questões de ter e poder e muito ainda em discussão com um sextil de Mercúrio em Sagitário a Plutão em Aquário.
A partir de terça feira 16 a frustração reina. O Sol em Sagitário está em quadratura a Saturno e Neptuno em Peixes ambos regidos por Júpiter em Caranguejo- num aspecto que dura até domingo, 21, dia do Solstício. A tensão é entre as grandes ideias, o desejo de liberdade, a abertura a novas possibilidades e horizontes e a necessidade ou obrigatoriedade de introspecção e ordem. Temos que nos confrontar com as restrições e responsabilidades em casa, familia, tribo, território, nação. Na terça, A Lua que rege o Caranguejo continua em Escorpião em aspecto a Júpiter, Saturno e Neptuno, num grande trígono de Água que amplifica todas as emoções. O aspecto que perdura até ao Solstício exige- e é este o pano de fundo da semana, – que façamos escolhas e as defendamos, assumindo responsabilidades, com rigor.
Assim, Segunda 15, acção. Terça 16, frustração. Quarta 17, rupturas ou mudanças imprevisíveis: a Lua antes de entrar em Sagitário faz oposição a Urano em Touro e as flutuações emocionais, financeiras, de poder são inevitáveis. Na Quinta 18 vai ser preciso negociar. A Lua está conjunta a Mercúrio em Sagitário e de seguida faz quadratura aos Nódulos. Sensibilidade, aspiração e lógica aliam-se para que possamos articular os projectos que queremos lançar na Lua Nova de quinta para sexta-feira – mas atenção aos excessos de sensibilidade no que respeita aos temas na mesa que são os de Júpiter em Caranguejo- familia, casas, territórios, nação. A grande questão é o que faz sentido?
Vem sexta e a madrugada de sábado dia 20, certamente a noite mais escura e longa do ano. É noite de Lua Nova, na véspera do Solstício a partir do qual os dias vão começar, lentamente, a crescer e as noites a diminuir. Esta Lua Nova em Sagitário não podia ser mais tensa. É uma Lua que pede que, de corpo e coração, procuremos a verdade, o caminho, as leis que fazem sentido – porque assim o julgamos e porque assim o sentimos. Conjunta à Lua Nova, a pouco graus de distância, está Vénus que acrescenta todo o nosso empenho a esse posicionamento, com o qual pretendemos abrir o novo ciclo lunar e começar 2026. Mas há esquinas e muros que tudo dificultam pelas restrições ideológicas ou de fé, crença ou fantasia de Saturno em Peixes e simultaneamente o pouco realismo de Neptuno, também em Peixes, ambos em quadratura à Lua Nova e a Vénus. Júpiter em Caranguejo continua a ser a chave da tensão e, porque o seu aspecto de trígono a Saturno e Neptuno é mais fácil do que o quincúncio que faz à Lua Nova, tudo leva a crer que os limites se vão impor ao potencial de novos horizontes da Lua Nova. São as expectativas que não se realizam, verdades que não são práticas, sonhos que são só sonhos sem estrutura para subsistir. O dia pede cabeça fria e capacidade de encontrar terceiras vias.
No domingo 21 o Sol entra em Capricórnio onde a Lua já está depois de fazer conjunção a Marte. Agora é tudo a sério, concreto, organizado, vamos à luta dentro dos limites que percebemos que temos. Os dias vão crescer e com eles vamos vendo mais claro, até todas as sombras…

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