Energias para a Semana 25/1-1/2/26: A IMPERATRIZ III E A JUSTIÇA / AJUSTAMENTO VIII / XI

Por Clara Days:

Ideias-chave: natureza e reajuste; respeitar o corpo, equilibrar a vida; cuidar de quem precisa, adaptar-se aos acontecimentos

Ausente desta página há três meses, vem hoje a Imperatriz convocar-nos para que nos liguemos às forças da vida que pulsa à nossa volta, cuidando de nós e dos outros. Acompanha-a uma Justiça que teima em regressar, a lembrar que estes tempos exigem um permanente ajustamento à evolução contínua das circunstâncias que nos rodeiam. Como equilibrar as duas energias?

A Imperatriz está ligada ao corpo e aos sentidos, ao natural e ao fecundo, à harmonia física. É mais do fazer que do pensar, mais do estar que do ser. É Mãe no seu sentido simbólico ou literal – cuidadora, instintiva, aquela que cria e protege, em conexão com os ciclos da natureza, com tudo o que é terreno e espontâneo. A sua influência benfazeja põe-nos em harmonia com o nosso ser natural, o corpo, os sentidos e as sensações. Pede que desliguemos o pensamento lógico e aceitemos o instinto como guia, que nos afastemos da correria e comunicação constantes e abrandemos o passo, sintamos o contacto do sol, do vento, da chuva, oiçamos o canto dos pássaros, voltemos a um estado mais primitivo e ligado à Terra.

Já a Justiça, ou Ajustamento, é mais racional e reflexiva. Vem inspirar-nos para a busca do equilíbrio e da ordem, para a imparcialidade no julgamento das circunstâncias em que estamos envolvidos e para a responsabilização pelas nossas decisões. Somos convidados a avaliar até que ponto estamos a levar em conta os acontecimentos presentes que influenciam a nossa vida, pois é indispensável que nos ajustemos à realidade, para podermos tomar decisões informadas e realistas. O lado mais difícil deste ajustamento tem a ver com o equilíbrio das nossas necessidades internas relativamente à realidade concreta que vivenciamos, mas não adianta culpar as circunstâncias: é dentro das suas balizas que fazemos as nossas opções, na certeza de que há sempre opções possíveis.

Temos, pois, duas energias que operam em níveis distintos de consciência e que facilmente podem revelar-se antagónicas: o estar instintivo e natural e o ajustar-se às circunstâncias externas que se nos impõem. Até que ponto uma é violentada pela outra? Até que ponto podemos deixar que essa violência se exerça? É aí que parece estar o foco, desta vez.

Respeitar a nossa essência natural e preservar o bem-estar daqueles por quem nos sentimos responsáveis são aspectos que precisam de ser garantidos, ainda que seja necessário ajeitarmo-nos à evolução das circunstâncias. Há que dar espaço à preservação da saúde física e mental, custe o que custar, e isso deve obter-se pela conexão com o que é natural e gratuito, mas que nem sempre temos na devida conta. Descansar, ter uma boa alimentação, fazer exercício, cuidar dos mais fracos, dos animais e das plantas – ser Imperatriz. Nunca esquecer a Mãe-Terra. E feito isto, conseguir gerir com inteligência e bom-senso o resto, o que se relaciona com a vida social, sem levantar muitas ondas. Seremos capazes?

Uma boa semana para todos nós!

Imagem: The Druid Craft Tarot, de Philip Carr-Gomm, Stephanie Carr-Gomm e Will Worthington, 2005

Clara Days

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