Há tempos extraordinários e esta semana é um deles. Ás vezes é preciso ter recuo para reconhecer que foi naquele mês, naquele dia, naquele ano, que tudo começou. No entanto, os arranques do ciclos planetários que a astrologia permite identificar dão-nos em primeira mão e em directo essa reportagem das mudanças de paradigmas colectivos e individuais. É por indicações da Lua que esta semana começa para os Chineses o ano novo do Dragão de Fogo, para os muçulmanos o mês sagrado do Ramadão e para os católicos a Quaresma. São biliões de pessoas no mundo afectadas pelos calendários religiosos pontuados pela Lua Nova desta semana na terça feira 17. Mas esta Lua Nova tem ainda um outro impacto porque vai provocar um eclipse anular do Sol, o primeiro da série de eclipses no eixo Leão Aquário que nos próximos dois anos apontam um destino colectivo onde os egos devem ser integrados no interesse comum, onde o investimento deve estar virado para a inovação tecnológica e energética, em que subjectividade tem de evoluir para liberdade. Isto pede uma revolução… ou várias e é isso que os Céus apontam… E para termos a certeza que o abalo é marcante, o eclipse ocorre em quadratura ao planeta Urano, do qual devemos esperar o inesperado, mais ainda porque está em órbita de conjunção com a estrela fixa Algol de má reputação, conjunta, por exemplo, ao Marte natal de Trump e ao seu Ascendente, excitando acções violentas.
A resposta ao eclipse anular do Sol a 18 graus de Aquário, de terça feira, será outro eclipse, total, do Sol em Agosto. Isto dá-nos a perspectiva do tempo no qual se produzirão sucessivos eventos que muito provavelmente – e seguindo o calendário dos outros planetas – deverão mudar substancialmente o panorama geo-politico e social tal como o temos conhecido e mudar também as nossas prioridades e obrigações individuais.
Porquê tanta mudança? Porque em primeiro lugar -e como pano de fundo – temos Plutão o planeta que rege os poderes ocultos, as finanças, as transformações profundas no signo do Aquário que é o signo do colectivo, onde não estava desde os anos entre 1778 e 1789 em que se desenrolaram as revoluções americanas, francesa e haitiana e onde nasceram os ideais de liberdade, igualdade, fraternidade que tanto estão em causa actualmente, à espera de revisão e melhorias.. Plutão traz ao de cima o que está podre, corrompido e força transformações, pelo que revela. O caso Epstein e as suas ramificações globais a serem postas a descoberto é o exemplo perfeito da acção de Plutão, regente de Escorpião, símbolos de sexo, finanças e poder.
Em segundo lugar, porque os regentes de Aquário, Saturno e Urano – símbolos respectivamente da ordem e da inovação/revolução que se sucedem na história das sociedades – ecoam nos signos que estiverem a transitar o que Plutão comanda como mudança em Aquário e que os eclipses catalizam. Urano está em trânsito no final do signo do Touro revolucionando valores, exigindo uma nova inteligência dos problemas ecológicos e acelerando o permear da inteligência artificial em todo o mundo material. Saturno acaba de entrar em Carneiro em conjunção a Neptuno o que pede acção responsável, alinhada com as causas de transformação colectiva, Tudo isto sublinha o foco actual na perturbação da ordem vigente.
Em terceiro lugar, porque depois do eclipse anular do Sol esta semana, a 17, Saturno e Neptuno fazem conjunção exacta no dia 20 nos 0 graus de Carneiro, em sextil a Plutão, ocorrência raríssima e que simboliza a articulação da acção individual, de consciência alinhada com as transformações profundas da sociedade. Só por si, os ciclos Saturno/Neptuno pontuam a história da Rússia desde o século 19 e como dia 22 fará 4 anos que Moscovo decidiu invadir a Ucrânia, faz sentido que também esta semana seja o arranque de um processo de transformação estrutural e ideológico na história da Russia e, por arrasto dos países que se separaram da URSS depois da última conjunção Saturno/Neptuno que coincidiu com a queda do muro de Berlim em 1989. Putin nasceu sob a conjunção Saturno de 1952, passou à política em 1989 no colapso comunista e por isso também será mais sensível ao novo ciclo.
Como contraponto das tensões que os aspectos acima ilustram, a encorajar a compaixão, o amor universal, a união ou inclusão está Vénus em Peixes conjunta ao Nódulo Norte no dia do eclipse como que a dizer, cai um Rei Sol com a ocultação pela Lua e triunfa o Amor, num crescendo até ao trígono de Vénus a Júpiter em Caranguejo no domingo 22, com o Sol também já em Peixes desde quinta feira. É Peixes, tem a Lua, Marte, Saturno, o Sol e Vénus todos em Peixes, Bad Bunny, o cantor de Puerto Rico que fez o espectáculo musical do intervalo do SuperBowl norte americano, há uma semana atrás. Pôs Trump ao rubro de raiva e os democratas americanos ao rubro de excitação com a mensagem de unidade e alegria. É também um bom exemplo das polaridades existentes entre os actuais trânsitos dos benéficos Vénus e Júpiter e dos pesados transpessoais…
Que seja uma boa semana, extraordinária!
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