A manipulação e o desejo de controlo nas relações amorosas e nas disputas financeiras são hoje exarberbadas pela semi-quadratura de Vénus em Escorpião a Urano em Carneiro. A Vénus quer a todo o custo dominar a situação mas o ângulo de Urano surpreendentemente resiste e escapa, escolhendo o seu próprio caminho. Daqui advêm conflito e mudança, que dão o tom para a passagem amanhã do Sol, ainda em busca de harmonia, em Balança, para o signo do Escorpião onde leva a nossa energia vital a fricções profundas em busca de novos rumos satisfatórios. Mas mesmo antes de o Sol entrar em Escorpião, faz uma conjunção a Juno, asteróide que simboliza o casamento e uniões duradouras. É um alerta para a importância da busca de equilibrio e talvez o motor do conflito a viver em Escorpião.
De manhã, a Lua ainda está em Leão, oposta a Neptuno em Aquário, projectando os nossos desejos de protagonismo em ideais colectivos. Confundimos as nossas carências com as carências do mundo e a falta de sentido prático impera. Mas rapidamente somos chamados à realidade. A entrada da Lua em Virgem, pela tarde obriga a atenção ao pormenor, a uma postura de serviço e a afinar o sentido crítico. A satisfação emocional vem de resolvermos as coisas a pouco e pouco e a tentar organizar a confusão. No entanto, e dada a tensão entre Vénus e Urano, é possível, mas desaconselhável, que depois do dramatismo da defesa pessoal estimulado pela Lua em Leão, a sua passagem para Virgem nos torne obcessivos com detalhes do conflito e nos impeça de olhar com calma para o quadro geral das coisas.
E continua o grande trígono de Terra de Júpiter retrógrado em Touro a Plutão em Capricórnio que alimenta a possibilidade de novo rumo na organização das relações e das finanças, que se fará sentir até dia 29. É sob este trígono que este fim de semana, ministros e Chefes de Estado da União Europeia (Jupiter) se reunem para tentar resolver a crise das dívidas públicas ( Plutão)
É também sob este aspecto que as barreiras doutrinárias caem sob a pulsão de regeneração e revolta. Individualmente aderimos com ímpeto a novos ideais que nos transformem a existência e também vamos para a rua, manifestar e contestar condições que considerarmos insuportáveis. Por isso, este fim de semana, e até ao final da próxima semana, devemos assistir em simultâneo a esforços políticos para definir novas regras de organização financeira e a esforços colectivos para exigir também outras condições de sustentabilidade. Como Urano transita nos primeiros graus de Carneiro, a pulsão de defesa das exigências individuais é mais premente.
Os aspectos de Vénus e da Lua hoje levam a prever que os encontros europeus sejam hoje e amanhã apenas preparatórios de alguma decisão maior na próxima semana. As posições de conflito começam com demonstrações fogosas para depois ser no detalhe que tudo se choca. No final do dia, a conjunção Sol Juno relembra a importância dos Tratados e das obrigações da União para que, amanhã, já sob o Sol em Escorpião, as energias políticas irem ao fundo da discórdia, em busca de novas saídas para a crise, dadas por Jupiter e Plutão. Estes fizeram já um primeiro trígono por volta de 10 de Julho, quando os ministros das Finanças da UE em reunião extraordinária para tentar resolver a crise grega e italiana decidiram aumentar a capacidade do fundo europeu de emergência contra o contágio da crise do Euro para 440 mil milhões de Euros mas adiaram a decisão sobre o possível apelo ao envolvimento dos bancos privados nos planos de resgate. Com a repetição do aspecto de Jupiter a Plutão, esta e outras medidas no mesmo sentido estarão, até ao final da próxima semana, na mesa de decisão europeia. E haverá mais uma hipótese quando o aspecto de repete, na segunda semana de Março de 2012.

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