VER TB NESTE BLOG O HORÓSCOPO DA REPÚBLICA PORTUGUESA PARTES 1, 2 e 3

Má imagem e dificuldades de comunicação, muitos cortes e muita conversa, transportes e media em causa, dinheiro de fora, contestação interna, lidar com a crise e resistir, a dependência dos outros, são os encaixes dos diferentes aspectos dos horóscopo do Governo de Passos Coelho, traçado para a hora exacta em que tomou posse.

Publicado em: 13 de Julho de 2011 12:58

Imagem e comunicação difíceis

Com o Sol em casa X a energia vital deste governo é mesmo para governar. Como está em Gémeos, esse governo é um governo com duas cabeças, duas sentenças, duas formas de comunicar cujo grande desafio é serem capazes de um discurso único. Isso não será fácil nem na forma nem na substância.  Porquê?: O regente de Gémeos é Mercúrio que neste céu está em Caranguejo, na Casa X também. Significa isto que a comunicar será também uma acção fundamental deste governo, comunicar ao país comunicar as pessoas, sobre questões domésticas. Mas como Mercúrio faz um quadrado a Saturno, um quadrado a Urano e oposição a Plutão – é difícil pensar em piores aspectos – e ainda para mais Mercúrio rege também o Ascendente Virgem deste céu – que representa a imagem pública- não é preciso muito para concluir que a acção de comunicar e passar uma imagem credível será uma verdadeira tormenta e pode mesmo ser um desastre.

Muitos cortes e muita conversa

O quadrado de Mercúrio a Urano,  regente da casa VI dos serviços públicos implica decisões sobre a função pública e reações desta, súbitas, imprevisíveis e fracturantes.  Como o Urano também faz um quadrado ao Sol, o impacto sobre o Governo pode também ser de alta tensão. De seguida, o quadrado de Mércurio a Saturno que se encontra na Casa II  indica que os limites provocados pela falta de dinheiro expressa por essa posição de Saturno dificilmente poderão ser comunicados de forma equilibrada e convincente. Saturno sendo neste caso regente primário da Casa VI e regente também da V, reforça os problemas da escassez financeira junto da função pública, dos serviços públicos e ainda a falta de dinheiro para as Artes, Cultura e Desporto.

Transportes e Comunicações em causa

Por último na análise destes maus aspectos de Mercúrio, está a sua oposição a Plutão na casa IV, regente da III, sinal de comunicação poderosa e compulsiva mas que pode esconder segredos ou interesses escondidos capazes de transformar as estruturas de poder nacional, as bases da nação, a organização política do território, etc, tudo isto reforçado pela oposição também do Sol a Plutão.  Este aspecto revela ainda a necessidade de reestruturar os Transportes e os meios de Comunicação nacionais, as  suas estruturas de poder e o próprio negócio desses meios.  Outra derivada deste aspecto é a possibilidade de reformas na Educação, principalmente na pré-primaria e primária. Poucos meios, soluções conservadoras inaptas

É importante referir o quadrado de Plutão á oposição Saturno Urano que não é só um problema deste governo mas sim um problema colectivo, mundial, uma tensão astral presente noutros momentos da História de grandes conflitos e dramas e que tem pontuado agora a crise financeira mundial e a agitação no médio oriente, exigindo em termos gerais mudança nas estruturas de poder politico financeiro e social que já não são adequadas á evolução da humanidade.

Esta tensão astral marca também neste céu a falta de meios financeiros, um esforço de conservadorismo que terá de ser flexibilizado e a necessidade de reforma da organização do poder. Tudo isto sem um discurso adequado e com uma resistência enorme á busca de soluções fora do quadro daquilo que é conhecido. Essa incapacidade de procurar novas formulas pode vir a estar na raiz de grandes crises na gestão dos assuntos financeiros e sociais nos próximos dois anos.

Dinheiro de fora, contestação interna

Outro aspecto óbvio e que revela a situação de facto é o regente da VIII , Marte estar na IX, ou seja que o dinheiro vem de fora. Mas Marte está em Gémeos, uma posição enfraquecida, em que a grande acção é uma acção intelectual, um esforço de convencer os parceiros e um esforço para os parceiros serem convencidos e fundos que só chegam depois e acompanhados de imensos requisitos e cálculos. Como esse Marte faz quadrado a Lua, Quíron e Neptuno, as mensagens podem ser confusas e do desagrado da opinião pública.

Lidar com a crise e resistir

O sextil de Plutão á Lua e a Neptuno denuncia que na base deste governo há uma grande crise nacional, financeira  e que afecta toda a sociedade. Este aspecto obriga à revelação de todos os podres e facilita os esforços de regeneração. No entanto, os maus aspectos de Plutão, em particular a Mercúrio e ao Sol deste governo podem vir a por em causa a existência mesmo desse governo, limitando a sua acção por receio da queda do poder. Plutão faz ainda trígono a Júpiter, um aspecto normalmente associado a riquezas escondidas, enterradas, recursos mineiros e outras metáforas ou exemplos para boas surpresas no plano material. Como Júpiter rege a VII dos parceiros e a IV do território nacional, talvez o socorro venha ou dum parceiro rico com petróleo ou finalmente da descoberta do dito em solo pátrio.

A dependência dos outros

Com a Lua conjunta a Quiron e a Neptuno fica patente a extrema fragilidade, sensibilidade e susceptibilidade deste governo. Como este aspecto se situa na cúspide da Casa VII, dos parceiros, toda esta ausência de segurança está dependente dos parceiros, tanto dos parceiros nacionais como dos internacionais. Consciente destas limitações, sofrendo com esse conhecimento pela posição de Quiron, reflectindo em toda a sua acção essa dependência, pela posição de Neptuno, o trígono deste aspecto ao Mercúrio de Casa X , (regente do governo e da sua imagem), leva o governo a usar como escape dos constrangimentos acima referidos, um discurso prolixo, idealista em que o próprio terá dificuldade em acreditar.

Seguir Portugal

No céu do governo de Passos Coelho, a Cabeça do Dragão ou Nódulo Lunar Norte encontra-se na Casa IV em oposição ao Sol na X. Onde está a Cabeça do Dragão é para onde deve ser dirigida a atenção, a reflexão e a acção. A Casa IV, em astrologia política representa a base da sociedade e as suas tradições, reflecte o nacionalismo e o patriotismo, a alma do povo, o próprio povo, a agricultura, a terra, o imobiliário, as minas, os recursos sub-aquáticos e ainda o partido da oposição, já que é a casa que se opõe à X, que representa o Governo.

Aqui, esta configuração é um sinal claro que a acção do Governo, para ser bem sucedida, deve ter como prioridade, não o governo puro e duro baseado em decisões apenas racionais com base em interesses de poder, mas sim em tudo o que a Casa IV ilustra,  acima enunciado.

No entanto, por estar em oposição ao Sol, este aspecto dificulta a concretização de uma acção governativa que tenha em conta os fundamentos do real interesse nacional e a concertação com a oposição.  O Sol está tecnicamente preso à Cauda do Dragão, ou Nódulo Sul da Lua, ponto associado à fixação em tarefas fáceis, caminhos já conhecidos e hábitos de poder de difícil renúncia. Anuncia também a possibilidade de queda do poder e desagração pública  se forem usados meios ilícitos . Mas, por ser Júpiter o regente desta Cabeça do Dragão e Júpiter estar muito bem posicionado e aspectado nesta carta astral, haverá uma preocupação e  respeito consideráveis pela lei, tribunais e acordos internacionais.  Esta mesma posição de Júpiter reforça ainda a necessidade e sucesso de múltiplos esforços diplomáticos junto de parceiros políticos e financeiros.  Vénus situada na cúspide da Casa X ilustra  a vontade deste governo em não gerar conflitos e apostar na acção diplomática mas o quadrado à Lua, Quiron e Neptuno e o trígono a Saturno denuncia a escassez de meios e de tempo para atingir os objectivos.

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2012- Previsões para o Governo

Publicado em: 29 de Dezembro de 2011 18:55 

No ano de 2012 há duas fases de alta tensão para o governo de Passos Coelho que põem em causa a sua imagem, comunicação e acção política.

Aproximadamente, a primeira fase vai de 22 de Março a 12 de Abril e a segunda do final de Dezembro até meados de Janeiro, já de 2013.

São as políticas de transformação estrutural do tecido económico do país, o serviço da dívida externa e  reconversões nos sectores dos Transportes, Media e recursos naturais que estão na origem do abalo à projecção do governo. A falta de cooperação,  coação, suspeitas, intrigas ou acordos financeiros de formulação com consequências nefastas podem por em causa a estabilidade governamental iluminando ambivalências e excitando oposição interna e externa de forma a que seja quase forçoso mudar de imagem e discurso. O mesmo volta a acontecer no final do ano.

Isto deve-se ao trânsito de Plutão em Capricórnio, em oposição a Mercúrio natal em Caranguejo, na X, regente da I e da X.

Austeridade generalizada

Na origem desta tensão está a austeridade imposta pelo serviço da dívida e o seu efeito de contração na economia. Astrológicamente trata-se do trânsito de Plutão quadrado a Saturno natal na II, regente da V e da VI. Cultura, desporto, saúde, restauração, função pública e trabalhadores em geral são os mais afectados. E também como já assinalado em parágrafo anterior, os Media, os Transportes e ainda a Educação, as infraestruturas, propriedade e o próprio sistema político.

Sobra muito pouco ou quase nada… É como se a necessidade de reduzir custos para cumprir as obrigações externas chegasse a um ponto de tal forma extremo que, antes de serem cumpridas tivesse de haver uma transformação do discurso político com um primeiro pico de transformação entre 2 de Março e 12 de Abril  e um segundo no final do ano antes mesmo da concretização da mais profunda austeridade.  Deve-se esta calendarização ao facto da oposição de Plutão a Mercúrio anteceder por 1 grau a quadratura de Plutão a Saturno Natal na II, regente da V e da VI.

Contestação social

A contestação simbolizada por Urano vai na senda do primeiro pico de tensão. A partir de Abril e até meados de Outubro e de novo a partir de meados de Dezembro e ao longo de 2013, muita deve ser a pulsão de ruptura e de oposição às medidas políticas.

Os  tempos mais intensos são de 21 de Abril a 15 de Maio mas  Junho, Julho Setembro e Outubro também prometem agitação, dentro do contexto da oposição global as transformações do sistema financeiro, dado que estas datas correspondem a Urano em Carneiro em quadratura a Plutão em grau exacto.

Esta tensão de ruptura pode também verificar-se com parceiros financeiros internacionais ou corresponder à alienação de sectores económicos ligados aos recursos naturais ou energéticos, simbolizados por Urano e Plutão.

Contenção e reorganização

A definiçao de  medidas de contenção na organização económica do trabalho e serviços públicos avançam até 7 de Fevereiro. De então até 27 de Junho são postas em prática para logo de seguida ser necessário retomar a estruturação da contenção no sector público até 5 de Outubro, tempos directos e de retrogradação de Saturno em Balança, num esforço de equilíbrio das contas.

A partir do príncipio de Outubro com a entrada de Saturno em Escorpião na III e a tradicionalmente associada subida de taxas de juro espera-se as maiores dificuldades no Comércio, Media, Transportes e Educação, sectores que devem ser sujeitos a nova estruturas de funcionamento ou fiscalidade.

Parcerias estrangeiras

Até meados de Junho é intensa a actividade diplomática e os esforços nos negócios estrangeiros com a passagem de Júpiter em Touro na IX. A importância dos fundos externos é salientada entre 20 de Maio e 16 de Junho com a conjunção de Júpiter a Marte e dois eclipses, dia 20 e dia 4 respectivamente. Pagamentos e apoios financeiros são centrais neste período.

A partir de meados de Junho e até final do ano surge de novo a possilidade de serem exacerbadas as clivagens internas e a necessidade de procurar novos parceiros externos e novas soluções para a crise dentro de novos quadros jurídicos.

Planear sigiloso e acção rápida

Muita da actividade política, tanto a nível interno como externo, directamente relacionada com as parcerias financeiras, sejam elas baseadas na venda de sectores da economia nacional ou ligadas ao apoios financeiros externos tende a processar-se de forma sigilosa, desde o princípio do ano até finais de Maio, príncípio de Junho, já que durante todo este tempo Marte em Virgem transita a casa XII estimulando o secretismo a análise detalhada dos recursos a hipotecar.

A partir de Junho a assertividade do governo torna-se mais visível, com Marte no Ascendente, o que dá uma imagem de maior determinação na afirmação de objectivos de parcerias financeiras.

A necessidade de riqueza e a venda de bens para adquirir fundos é exaltada com a entrada de Marte em Balança a 4 de Julho sendo a segunda e terceira semana deste mês cruciais na venda ou transformação de estruturas económicas nacionais.  De 24 de Agosto a 5 de Outubro prossegue a concentração dessa actividade nos sectores dos Media e Transportes e recursos naturais para que no resto de Outubro se intensifique a acção nos sectores agricolas, imobiliários e mineiros sendo a segunda semana de Novembro a mais significativa destas transformações.

Em Dezembro é necessário ter atenção á oposição  e á imagem governamental já que esta pode sofrer novos revezes e necessidade de remodelação logo no ínicio de 2013.

 RI, 29/12/2011
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