Começa hoje um período de 24 dias em que tudo o que se relacione com casa, família, tribo, questões nacionais ou da estrutura íntima deve ser repensado. Vão surgir elementos que ignorávamos, vamos ter que dar atenção a partes esquecidas, descortinar como alcançar os objectivos desejados face às circunstâncias que não controlamos. É também tempo de olharmos par dentro de nós próprios, para as nossas necessidades emocionais primárias, identificá-las, discuti-las, ver onde é que o sentir e o querer se cruzam e, conscientes dos dois lados do cérebro, encontrar a via de saída. Do ponto de vista prático é boa altura para fazer obras, demolir para reconstruir, rever tradições ou hábitos do quotidiano. Afinal, o que queremos da vida? Onde vamos buscar apoio? Que raízes temos? Como desejamos viver? Como nos relacionamos com o que nos envolve emocionalmente?
Enquanto que parece que paramos para lidar com todas estas questões levantadas pela retrogradação de Mercúrio em Caranguejo e Gémeos até dia 2 de Julho, temos também hoje um quincúncio de Vénus em Touro a Marte em Balança que obriga a escolhas depois do reconhecimento da tensão entre o desejo de satisfação material e o equilíbrio das relações. Manter bom relacionamento e ainda ter lucros seria o ideal e para tal é preciso estar atento tanto ao que nos move como ao que nos dizem. O Sol em Gémeos em paralelo a Mercúrio retrógrado em Caranguejo puxa pela conversa sobre os temas acima descritos. Há que contactar, falar, negociar para resolver as questões de casa, família, íntimas que Mercúrio retrógrado levanta .
A tela é do russo Igor Savitsky (1915-84) , nascido em Kiev e chama-se “Outono Carmim”


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