Domingo, 8/6- Encruzilhas, diálogos e mudanças

Este domingo é mais um dia chave da evolução das crises ou transformações em curso. É nas relações com os outros, amorosas, pessoais, profissionais, financeiras ou políticas que concentramos toda a nossa ansiedade, afirmação, irritação ou desejo de mudar. Mais ainda, as palavras soltam-se, fluidas e é do íntimo que falamos para exprimir o desejo de ir mais longe e mais fundo na materialização ou valorização do que queremos partilhar. Pode não ser fácil, vêm velhas feridas à tona mas é preciso limpar terreno e avançar.
Deve-se isto tudo a uma série de aspectos a começar pela Lua em Balança que nos leva a procurar resposta nas relações e esperar que os outros tudo resolvam. Só que não é assim mas a Lua faz conjunção a Marte, o que torna as emoções mais intensas, fogosas, em oposição a Urano em Carneiro que nos faz oscilar entre a acção independente e a manutenção da relação, em quadratura a Plutão que agrava todas as tensões ao ponto de termos de deixar para trás velhos padrões de reação e adoptar novas estruturas relacionais. Como o Sol está em Gémeos em trígono à Lua, torna-se mais fácil alinhar razão e coração e como o Sol está regido por Mercúrio e este se encontra em Caranguejo, retrógrado, é mesmo de assuntos pendentes domésticos que temos de falar e é sem dificuldade que o assunto é chamado à baila. O quincúncio do Sol a Saturno em Escorpião, tal como ontem, força-nos a encarar obrigações e limites e dialogar dentro desses parâmetros. Com a quadratura do Sol e Quíron em Peixes, temos mesmo que ser capazes de olhar para o que dói , falar disso mesmo que custe e arrumar mais um capítulo de velhos traumas ou carências. A saída passa por Vénus, regente da Balança onde está a Lua que transita o Touro e faz trígono a Plutão. Nada melhor para refinar o sentido artístico, decorações em casa, aprofundar relações ou fazer bons investimentos. As libertações de dependências emocionais que tivermos só podem ter hoje bons resultados e isso não quer dizer necessáriamente rupturas externas, podem apenas ser transformações interiores, revisões de atitudes íntimas, enquanto cumprimos Mercúrio retrógrado em Caranguejo. Ou então fazer uma grande limpeza em casa, deitar fora velhas cartas, papéis e cordéis e pendurar novos quadros na parede….

A tela é de Marc Chagall, chama-se ” O circo azul “, é de 1950 e está na Tate em Londres

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