Todo o fim de semana é um marco de revelações e mudanças que não deixam ninguém indiferente. Seja individual seja colectivamente somos confrontados com desequilíbrios nas relações pessoais, sociais, financeiras, políticas e reagimos com sentido de urgência. Queremos resolver carências e injustiças através da materialização dos valores a defender. O problema é que a brutalidade pode tomar conta dos ímpetos ou a impaciência e individualismo primarem sobre a busca de consensos – apesar de ser esse o objectivo. A que se deve esta tendência para a radicalização de atitudes quando o que se procura são novos acordos? Estamos a viver a última das quadraturas de Urano a Plutão, entre Carneiro e Capricórnio que se traduz numa enorme tensão entre liberdade ou inovação no processo de transformação profunda de velhas estruturas pessoais ou colectivas. O peso das dívidas, dos abusos de poder, das dependências mal resolvidas, da corrupção, das forças sem rosto ou das pulsões inconscientes que dominam a organização das nossas vidas, simbolizado por Plutão, está a revelar-se e a abalar a ordem das coisas ou das estruturas em que nos apoiamos representadas pelo Capricórnio. Urano em Carneiro, pede um novo ciclo que ponha fim ao que não esteja alinhado com os processos evolutivos. Por causa da quadratura, mexem com quem tiver aniversários no segundo decanato de Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio. Não só estamos em plena tensão desses planetas lentos como,  a acrescentar à já difícil tarefa de manter as rédeas do processo, temos, sábado, uma Lua Cheia em eclipse em Balança e durante o resto do fim de semana, até segunda-feira, o Sol a activar a quadratura de Urano a Plutão, com Marte em Touro. Há várias ilustrações possíveis para estes trânsitos mas basicamente vemos que, para o segundo decanato desses signos cardinais, só há um caminho que é o de abraçar a mudança, de preferência apostados em chegar a novas alianças, ou seja romper com o passado mas dar a outra mão para o futuro. Isto porque o Nódulo Norte está em Balança, regido por Vénus que tal como Marte transitam o Touro, signo da concretização, do que é palpável, material, sólido. Não pode ser só conversa, tem de haver resultados. As dificuldades vêm da presença do Sol em Carneiro que depois de se opor ao Nódulo Sul onde se amarrou a individualismos, vai agora fazer quadratura a Plutão e conjunção a Urano, numa concentração energética violenta para quem ficar agarrado ao passado ou se descontrolar, querendo fazer tudo unilateralmente. A Lua Cheia e eclipse no signo das relações vai revelar as sombras ou vulnerabilidades da forma e conteúdos das nossas interações e é como reagirmos a isso que vai determinar o potencial de chegarmos a novos acordos, alianças, ligações- ou rompermos sem amanhã em vista… A chave está em vermos na intensa actividade cósmica deste fim de semana a ajuda necessária para sermos e fazermos melhor, diferente e em conjunto. Mas não é fácil…

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