Estamos hoje a meio do ciclo lunar que começou a 16 de Junho com a Lua Nova em Gémeos, tempo de abertura de negociações, trocas, diálogos que chegam agora a um climax radical com uma oposição da Lua a Marte  e ao Sol em Caranguejo, mesmo antes de fazer conjunção a Plutão e quadratura a Urano. Significa isto que estamos numa fase em que é possível agir, mudar, avançar mas também pode haver conflito violência, tensões máximas entre o que de mais importante queremos defender e as expectativas, responsabilidade e limites externos, simbolizados pela oposição entre o Sol e a Lua, um em Caranguejo, o outro em Capricórnio, os extremos do intimo e do público, a casa e família versus a carreira, o povo versus o governo, etc..

O que esta lunação vai trazer a lume é toda a tensão que temos guardada, já que Marte em Caranguejo tende a ter dificuldade em explicitar vontade ou raiva e nada vai ficar reprimido com os aspectos em causa mais ainda porque a activação da quadratura de Urano a Plutão pela Lua revela o que está escondido e liberta para novas situações. Como Vénus e Júpiter e Neptuno estão e têm estado em posições favoráveis toda a semana, a viragem ou climax desta Lua Cheia tem bons apoios para que da tensão resultem situações favoráveis , soluções inovadoras, respostas enriqueceras que façam a ponte entre o que precisamos e o que temos de dar.  Tudo depende do que formos capazes de abrir mão. Marte está em quadratura ao Nódulo Norte em Balança e Nódulo Sul em Carneiro, o mais fácil seria perder a canela e agir de forma egocêntrica mas o que é pedido é o diálogo e a concertação, para que se siga a via sugerida pelo Nódulo Norte. Mas o resultado desse esforço de diálogo tem de garantir a satisfação que Venus, regente da Balança, conjunta a Júpiter em Leão exige. Ou seja, só pode haver um aperto de mão final se todos se sentirem compensados, satisfeitos no amor-próprio, mas também com os resultados materiais. É possível, os Céus ajudam…

a imagem é do artista russo do início do século XX, Rodchenko

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