Arrumar a casa, deitar contas à vida, pensar os custos de acordos e mais actividades em que o sentido crítico, o empenho no serviço e a análise dos pormenores sejam centrais é o que pede este arranque de semana com a entrada de Vénus e a da Lua no signo da Virgem. Como Mercúrio, regente da Virgem, está em Caranguejo, conjunto ao Sol e a Marte, o foco do uso da razão recai naturalmente nas áreas de vida simbolizadas pelo Caranguejo, ou seja, tudo o que é do for íntimo, familiar, doméstico, alimentar, que represente raízes ou âncoras emocionais. Por isso há que pensar – e bem- como nos organizamos no quotidiano- e como Vénus rege o Nódulo Norte em Balança que está em semi-sextil a Virgem- há que contar com os outros com quem temos relações, acordos, sobre o quais vai recair o resultado da nossa gestão critica dos valores fundamentais que queremos defender e dos quais dependemos. Vénus vai estar em Virgem apenas duas semanas- depois volta a Leão, retrógrada- por isso os próximos quinze dias são chave no primeiro arranque desta fase da sobriedade financeira e relacional nas diferentes áreas de serviço e do quotidiano.
Tudo isto dá trabalho e exige clareza, o que é dificultado pelo sesquiquadrado de Mercúrio a Neptuno em Peixes- o sonho comanda a vida? mas que sonho? não há sonho que resista á análise de pormenor e frieza de cálculo exigida pela Lua e Vénus em Virgem… Mas tudo o que fizermos para arrumar o passado, dívidas, encargos, dependências, poderes, vai estar certo. O Sol avança para um trígono exacto a Saturno em Escorpião e é possível estabilizarmos situações desde que nos empenhemos na resolução dessas responsabilidades passadas. Aí sim, a minúcia da Virgem vai ajudar a que não falte nem falhe nada.

A tela é um pormenor de um quadro de Auguste Renoir- ” Les parapluies” 1881-1886- foi um quadro que Renoir pintou em duas fases.
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