Quem somos e que parte queremos ou não ter nas relações, seja qual for a sua natureza, é a questão de hoje, com possibilidades de conflitos, separações ou então de reavaliação da posição individual de forma a reduzirmos egocentrismos. A experiência do dia passa assim necessariamente por repensarmos e nos reposicionarmos nos pratos da balança do eu e do outro. É aí que a Lua está, em Balança, em quadratura a Plutão e oposição a Urano,  o que provoca toda a tensão que exige uma nova postura individual, relacional e estrutural –  um sextil da Lua a Vénus retrógrada em Leão é o garante de que devemos e conseguimos reflectir sobre o amor próprio e o equilíbrio ou desequilíbrio com que se manifesta. Como Vénus está também a fazer um trígono a Urano, a primeira tentação pode ser a de dispararmos em todas as direções mas, em última análise, a retrogradação de ambos obriga a pôr travões em tudo o que não seja já uma correcção de rumo. O semi-sextil de Mercúrio em Virgem a Vénus em Leão hoje e amanhã permite uma análise crítica e facilita a comunicação dos problemas.

A questão de fundo nestes conflitos de vontades são feridas antigas de aceitação, muitas delas geracionais que cada um viverá conforme a sua carta astral individual. Dois lentos, Quíron e Urano, estão em semi-sextil, um aspecto que por causa do tempo do paralelismo do movimento começou em 2009 e perdurar até finais de 2021. O aspecto que formam de Peixes para Carneiro simboliza a possibilidade de individualmente, por iniciativa própria, termos iniciativas, inovarmos, fazermos uma qualquer revolução cujo objetivo seja o de sarar essas feridas, superar as carências, libertamo-nos de dores que permitam com a aceitação de quem somos e melhoria das condições que nos chocam no colectivo, sejam questões sociais, do meio ambiente, de qualquer área que nos toque na nossa relação com o exterior. É um trânsito lento mas há coisas que não se fazem de um dia para o outro: o facto de o aspecto estar agora exacto com Urano retrógrado faz deste período um tempo mais propício a essa reflexão do que está mal e como pode ser resolvido.

A tela chama-se ” Separação” é de Edvard Munch, pintor noruegês, 1863-1944

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