A Lua Nova desta madrugada deu o sinal de que é preciso fazer alianças, alimentar relações, procurar novos equilíbrios entre pessoas, grupos ou contabilidades, mas que nesse processo é de se esperar surpresas, desvios, enquanto se deixa para trás situações e dependências que é tempo de ultrapassar. A oposição do Sol e Lua conjuntos em Balança a Urano em Carneiro dá o mote para o revirar de falsas estabilidades, na busca da unidade entre o que se é realmente, o que se pode dar e o que se pretende receber. Vénus, regente da Balança em trânsito em Virgem em quadratura a Saturno em Sagitário de organização e eficiência, dedicação ao serviço e o respeito de princípios condutores. Esses princípios impôem limites- trata-se dos anéis de Saturno a conter o fogo do Sagitário que nos próximos dois anos há que definir, respeitar e transformar num sentido de responsabilidade pelo desenvolvimento do que queremos fazer crescer. Até ao Natal, Urano está retrógrado, também num signo de Fogo,  em Carneiro, a pedir que se interiorize ou controle o ímpeto de liberdade e de acção unilateral. Quando entrar directo e fizer novamente quadratura a Plutão  no início de 2016, os processos de transformação em curso na organização das nossas vidas, trabalho ou  sociedade levam nova agitação e os acordos ou ordem estabelecidos nesta Lua Nova oposta a Urano retrógrado terão também de ser reavaliados à luz do desejo de exteriorizar ímpetos e romper o status quo. Assim, quanto melhor identificarmos nesta Lua Nova o que desejamos das relações sem que isso ponha em causa o que de mais profundo nos move, mais facilmente podemos encarar os processos de mudança que naturalmente se avizinham quando em Novembro Vénus e em Dezembro Marte fizerem  – tal como o Sol e Lua hoje, – oposição a Urano antes que entre directo no final do ano e faça a última quadratura a Plutão em Janeiro. Já hoje pela noite, a Lua passa para Escorpião e a sensibilidade passa do desejo de harmonia para o desejo de controlo.

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