Os nervos à flor da pele, conversas intensas e a a necessidade de resolver o que corrói o bem estar estão na agenda do fim de semana em que os aspectos ilustram as dificuldades de aceitar princípios e regras que têm de se sobrepôr aos impulsos. O mais fácil, mas não o melhor, é partir, partir em viagem, partir a loiça, quebrar laços, romper com situações. A Lua em Carneiro estimula iniciativas e repentes, o desejo de acção e de novos começos e é com este estado de espírito que se cruza com Plutão e Mercúrio em Capricórnio, faz conjunção a Urano em quincúncio a Vénus em Escorpião e finalmente oposição a Marte em Balança. Tudo isto é mais do que suficiente para garantir a quase impossibilidade de se usar a razão para fazer face a frustrações ou pulsões. Mercúrio conjunto a Plutão revela o que queremos poder fazer ou o que de escondido o impede com uma verbalização que pode ser violenta e a quadratura da Lua e de Urano traz surpresas, golpes, o desejo de libertação contra as forças maiores que nos reprimem e a gana de provocar as transformações estruturais ansiadas. Vénus passional em Escorpião, regida por Plutão e Marte representa o desejo cru de conquista e controlo e o quincúncio à Lua e a Urano põe a tensão no resultado das iniciativas irreflectidas. Por fim a oposição da Lua a Marte em Balança mostra as divergências de opinião na sua versão mais complicada- no fundo queremos estar em relação mas não queremos respeitar regras nem compromissos.

Mas afinal o que se pretende com tanta emoção e reação? A resposta está no trígono de Vénus em Escorpião a Quíron em Peixes que também está em sextil a Mercúrio e Plutão. Há uma dor de aceitação, de compreensão, de sentimento de pertença a que temos de dar atenção, que queremos sarar, que pede que se perceba para poder ser resolvida. É sobre ela, representada por Quiron que chamamos a atenção passionalmente com Vénus em Escorpião, com  a linguagem forte e transformadora de Mercúrio conjunto a Plutão, com vontade de tudo romper com os aspectos da Lua e Urano, prontos para qualquer disputa com Marte em oposição.  Mas Saturno, planeta do tempo, da responsabilidade e do sentido da ordem, em Sagitário, quadrado a Neptuno, mostra que não vale a pena tanta agitação ou fantasias porque para que haja mudanças que realmente façam sentido, há que definir princípios e regras e segui-los de forma minuciosa, sem ir atrás de impulsos. Isto porque Plutão e Mercúrio porque estão em Capricórnio são regidos por Saturno e Júpiter que rege o Sagitário está em Virgem, conjunto ao Nódulo Norte. Só a atenção ao detalhe e uma estratégia a longo prazo salva o fim de semana de uma sucessão de actos disparatados e permite  transformar estes dias na oportunidade de fazer algo diferente, com um discurso diferente que nos toque profundamente e se traduza  na construção de novos horizontes. Está nas nossas mãos, se estiver na nossa razão.

O quadro é do pintor modernista russo Aleksandr Aleksandrovich Deyneka ( 1899 –  1969)

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