Só há um caminho que é o de mudança, quando os eclipses revelam sombras nas nossas vidas e nos obrigam a olhar, sob uma nova Luz,  a ordem das coisas. Pessoas, coisas, condições entram e saem das nossas vidas, neste  mês de Março em que há dois eclipses, um eclipse total do Sol a 18.56 graus de Peixes, na Lua Nova no mesmo grau entre o dia 8 e dia 9 e um eclipse penumbral da Lua a 03.17 graus de Balança, oposto ao Sol em Carneiro, no dia 23 de Março.

Os eclipse do Sol trazem novas começos, novas oportunidades, novas figuras de chefia ou possibilidade de revelarmos as pulsões do Ego sob uma nova Luz.   Os eclipses da Lua são mais emocionais e também representam finais que temos mais dificuldade em aceitar.
Os eclipses do Sol e Lua ocorrem nas diferentes polaridades do zodíaco, em grupos de seis, durante cerca de um ano e meio e são semáforos nos processos de transformação a que esses signos estão sujeitos, principalmente se tivermos o nosso Sol, Lua ou Ascendente nos graus em que ocorrem os eclipses. As casas onde ocorrem dizem as áreas de vida onde essas mudanças se manifestam.

Muitas vezes, como agora, há duas polaridades em eclipse e por isso temos este ano de 2016 em Março um eclipse no eixo Peixes/ Virgem e outro no eixo Carneiro/ Balança e seis meses depois, em Setembro, as respostas com um eclipse penumbral do Sol a 09.21 graus de Virgem no dia 1 e um eclipse penumbral da Lua a 24.20 de Peixes no dia 16.
A série de eclipses em Peixes começou em Março do ano passado, 2015, com um eclipse total do Sol a 29.27 graus de Peixes, seguido de outro eclipse parcial do Sol a 20.10 graus de Virgem a 13 de Setembro do mesmo ano. Esta série acaba a  26 de Fevereiro de 2017, com um eclipse anular do Sol a 08.12 graus de Peixes.

Isto significa que as pessoas cujos aniversários caem nessas datas ou que têm planetas ou ângulos do horóscopo nesses graus, vão, entre Março de 2015 e Fevereiro de 2017, viver processos de transformação faseados por essa sucessão de  Luz e Sombra, ou sequência de eclipses, que anuncia e  apaga circunstâncias, nas áreas das casas astrológicas em que ocorrem.

Quanto aos eclipses no eixo Carneiro/ Balança, temos que os contabilizar desde o primeiro da actual série que teve lugar como eclipse total da Lua a 8 de Outubro de 2014, a 15.05 de Carneiro, seguido de um eclipse parcial da Lua a 4 de Abril de 2015, a 15.24 de Balança, outro eclipse total da Lua a 28 de Setembro do ano passado a 04.40 graus de Carneiro sendo o último da série o que ocorre agora no próximo doa 23, a 03.17 de Balança. A avaliação do impacto segue a mesma lógica: se os aniversários correspondem às datas dos eclipses ou lhes são muito próximas e se há planetas do horóscopo ou ângulos nos graus desses eclipses, então estes funcionam como catalisadores de processos de transformação nas casas onde caem.

No eixo Peixes/ Virgem trata-se de avançar na capacidade de pormos a alma no que fazemos, o espírito no serviço, a criatividade em prática, o sonho tornado realidade, unir o particular e o universal.
No eixo Balança/Carneiro o desafio é equilibrar vontade própria e equilíbrio nas relações, iniciativa individual e busca de acordos, ímpetos e regras, individualismo e casamentos, o arranque e a estabilidade.

Assim, este mês de Março, vamos ser sacudidos em termos colectivos e em termos pessoais por duas necessidades muito fortes: a de conciliar o ideal com o possível e a de saber ceder sem perder a razão. Seja porque somos nós próprios que, sem saber como, levamos as situações a limites para testar essas capacidades, seja porque de repente, algo vem ter connosco e nos obriga a esse jogo de cintura, estes eclipses representam novidades nas nossas vidas, fins e começos, a aceleração de processos, a verdade que se impõem, a revelação do que não viamos ou não tínhamos querido ver, seja sobre nós próprios seja sobre os outros. Entram e saiam pessoas,circunstâncias ou condições da rotina habitual e a regra de ouro é a flexibilidade e esforço de conciliação dos extremos para aproveitar ao máximo o potencial de transformação e evolução que os eclipses proporcionam.

Só daqui a 19 anos é que se repetem os eclipses no mesmo grau e no mesmo signo. Para melhor entendermos os ciclo maiores que agora se fecham, é preciso voltar atrás a 1996, 1997 e 1998. Que aconteceu então? Como respondemos a esses desafios de conciliação entre o eu e o outro, o sonho e a realidade? Agora é preciso fazer ainda melhor, mais conscientemente, mais alegremente.
No dia 8 o eclipse tem o Sol e Lua conjuntos, opostos a Júpiter e ao Nódulo Norte em Virgem, sextis a Plutão em Capricórnio: claramente a oportunidade de deixar para trás velhas situações turvas e com sentido prático e dedicação fazer transformações profundas nas estruturas domésticas, profissionais, financeiras ou políticas de que estamos dependentes.
No dia 23, a Lua em Balança remete-nos para o desejo de harmonia e paz que se opõe ao ímpeto individual do Sol em Carneiro, com respectivamente um sextil e um trígono a Marte em Sagitário, onde também se encontra Saturno, sinais de que o equilíbrio virá se soubermos defender ideias, verdades, projectos a longo prazo capazes de, se bem trabalhados graças a Júpiter em Virgem, também eles trazerem as tais transformações profundas empurradas pelo trígono de Júpiter a Plutão.

Poucos dias depois, a 26 de Março, Saturno entra retrógrado a 16 graus de Sagitário até ao dia 14 de Agosto. Assim, o mês de Março é um tempo fundamental, graças aos dois eclipses, para mudarmos, em primeiro lugar, a consciência do que há a fazer- no eclipse de 8- de seguida, no eclipse de 23, redefinirmos parcerias e regras de actuação e consequentemente,depois de 26, com Saturno retrógrado até Agosto revermos os princípios e regras com que queremos seguir o processo de transformação que entrará na fase seguinte em finais de Setembro, depois de mais dois eclipses.

Solar-eclipse

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