Energia para a Semana 30 Ago – 6 Set – VIII / XI – A JUSTIÇA / O AJUSTAMENTO

Por Clara Days

Palavras-chave: objectividade; decisão; responsabilidade; consequência.
Procuro o equilíbrio, não porque acredite que o possa atingir, mas porque é nesse exercício que me aproximo mais da verdade. Procuro despir-me de preconceitos e expectativas, para lidar com o que é e não com o que penso ser ou o que desejo.
Ninguém tem um olhar isento e

imparcial, mas podemos tentar, devemos tentar. Esse esforço disciplina a nossa visão, relativiza as percepções auto-centradas, traz-nos a necessária humildade. No fundo, não interessa tanto o que penso, interessa o que decido e faço.

Procuro a objectividade e o realismo, na avaliação das minhas circunstâncias. E ajusto-me, ajeito-me, aceito os condicionalismos, não para me sujeitar, mas porque é dentro deles que posso decidir e agir. A minha liberdade é sempre condicionada, mas não deixa de ser liberdade…
Assumo as minhas decisões e aceito as consequências dos meus actos. Não culpo, nem os outros nem a mim, pelo que me acontece: responsabilidade não é culpa. Na verdade, cada decisão que tomei foi enquadrada num momento, interessa se a tomei com convicção e após reflectir, ponderadamente. Se desencadeou algo que não previ, tenho responsabilidade, mas sei que agi em consciência – logo, não sou culpado.
É uma abordagem muito racional? Pois que seja, sou um ser racional e vivo com os outros, nem sempre me posso dar ao luxo de decidir e agir apenas por mim, ou para mim. Mas ao ajustar-me às circunstâncias, posso encontrar a margem de manobra que me permita manter a essência do que sou, também. Essa é a sabedoria.
A vida é assim: feita para viver de acordo com o que acontece cá fora, e assim pensar, decidir, planear, concretizar e assumir. Sou eu e as minhas circunstâncias, certo? Mas não para que me justifique ou desculpe, pois sou sempre responsável.
Toda a acção provoca uma reacção, é a lei da física. Devo saber enquadrar a acção e tentar antecipar a reacção. Depois, há os imponderáveis, ou não. E disto tudo resulta a dinâmica do meu estar no mundo e na sociedade.
Procuro o equilíbrio, certamente, mas apenas o equilíbrio possível. Se a verdade é uma abstracção, a realidade não o é. Agora, quanto à minha percepção da realidade, devo sempre lembrar que pode não ser verdadeira, e pôr a razão e a vontade a tentar separar as águas entre o que é e o que eu penso.
Tenho o dom da inteligência, sou responsável por mim e pelo que faço. Que o faça então com consciência, prudência e sapiência. Como disse antes, e quero lembrar, procuro despir-me de preconceitos e expectativas, para lidar com o que é e não com o que penso ser ou o que desejo.
Procuro ser justo, devo ajustar-me.
Imagem: Tarot Spiritsong, de Paulina Cassidy, 2017

Clara Days

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