Não traz paz a Lua cheia da madrugada de segunda feira 26. Por um lado, toda a energia puxa para a renovação de poder, para o controlo total de situações, relações e bens. Por outro, há o custo do uso dessa força. Uma Lua Cheia em Touro oposta ao Sol em Escorpião é o momento simbólico do clímax de tensões do mês entre as necessidades materiais que temos – desde dinheiro para a renda, para juros da casa, segurança material em geral e também o estado do nosso planeta, a terra, a agricultura – e as dívidas, as dependências e os poderes sem rosto ou abusivos que se impõem a nível privado e colectivo. Para que não nos fiquemos por esse puxar da corda entre que precisa e tem controla, uma quadratura de Plutão em Aquário ao eixo Sol/Lua acrescenta a pressão para reformar, estruturar, destruir e voltar a fazer as estruturas que governam a sociedade que o Aquário simboliza.
Em signos diferentes mas por órbita ainda sob a influência da mesma quadratura que Plutão faz ao Sol e Lua estão também Vénus retrógrada em Balança junto ao Sol e Quiron retrogrado em Carneiro junto à Lua. Estes aspectos e as retrogradações de ambos dizem-nos muito. Vénus, que rege o Touro e por isso manda na Lua Cheia, retrógrada em Balança vai-nos levar à revisão de acordos e a avaliar a reciprocidade, o justo equilíbrio entre o que dou e o que recebo, tanto em casa como na política. Por estar tecnicamente conjunta ao Sol em Escorpião, a intensidade é maior e são novos equilibrios de poder que têm de ser trabalhados. Por estar oposta a Quiron em Carneiro percebemos que estamos também a medir quanto é possível agir sem frustração nem castigo em negociações entre direitos e responsabilidades pessoais ou diplomáticas. Por estarem, Vénus e Quiron, em quadratura a Plutão, a pressão é ainda maior para que os acordos e alianças existentes -que estejam em causa – sejam revistos para uma redistribuição de poder.
Um outro aspecto que condiciona a urgência de restruturações de poder, seja na política seja nos ajustes de heranças ou dividas, é o quincúncio que Urano em Gémeos faz ao Sol em Escorpião e semi-sextil à Lua em Touro. Urano traz uma necessidade de ajuste de forma rápida, crua, eléctrica que obriga a rever estratégias o que por ser lado põe em causa a segurança material e estabilidade por que esta Lua anseia e que o trígono de Urano a Plutão ignora. Urano em trígono a Plutão nestes signos também permite facilmente muita interferência nos sistemas de comunicação, seja de contagem de votos, seja manipulação da informação, no que for , pela mão do que aqui representado pelo Sol- os dirigentes- em Escorpião – que Plutão rege.
Vamos ter de ler tudo duas vezes, avaliar quanto estamos ou nos estão a enganar. Há que conferir todos os dados antes de aceitar mudanças nesses acordos. Mercúrio retrógrado em Escorpião pede que não aceitemos nada como definitivo até termos a certeza que as contas estão bem feitas e a quadratura a Júpiter em Leão garante uma guerra de narrativas em que quem te o poder quer falar mais alto já que também Marte está em Leão a aproximar-se de uma conjunção a Júpiter e faz trígono a Saturno em Carneiro – a força do protagonismo parece ter por detrás estruturas seguras que permitem que a vontade se imponha com determinação…. nada que ajude o diálogo bem intencionado…
É esta Lua Cheia que vai marcar toda a semana o desenrolar dos acontecimentos até à Lua Nova em Escorpião no dia 9 de Novembro. Para já e até dia 1 de Novembro, até ao quarto minguante, a pergunta que podemos formular e tentar responder é: afinal o que é que aconteceu? que significado tem? quais acordos ou relações há a corrigir? O que é que ainda pode acontecer até à Lua Nova que abale ainda mais o estado das coisas? Não temos ainda de dar resposta, temos de observar e avaliar para que no final da próxima semana aí sim já possamos descartar hipóteses e começar a planear as sementes que vamos lançar de restruturação de vida e poderes na Lua Nova de dia 9.
Uma boa semana!








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