Aquelas dores interiores que cada um pensa que são só suas mas afinal não há quem não partilhe são hoje acesas de maneira a que tenhemos que as enfrentar e encaixar, ou deitar para trás das costas. Dois aspecto astrais iluminam esta necessidade de regeneração emocional. O primeiro é a oposição do Sol em Virgem a Quíron em Peixes. No serviço, na saúde, as falhas aparecem e há que resolvê-las. O segundo aspecto é o sesquiquadrado de Vénus em Caranguejo a Chiron, nas áreas da família, das relações ou das finanças domésticas. Traz a tensão e obrigatoriedade de deixar ir o que apenas representava sofrimento ou carência. O trígono do Sol a Plutão em Capricórnio dá a força profunda para fazermos e aceitarmos as modificações necessárias nas nossas estruturas de vida enquanto a polaridade do Sol em Virgem com Quíron em Peixes nos encaminha para encontrarmos o equilíbrio entre o racional e o emocional, a crítica e a compaixão.

Nesta via de confronto com o difíicil e com a cura emocional somos hoje também abalados por acontecimentos ou pulsões que nos pedem libertação e evolução enquanto preferiamos ficar agarrados ao que julgamos ser a ordem e perfeição burocráticas. O quincúncio de Urano ao Sol é responsável por esta destabilização extra.

Termos que optar entre ficar em casa ou encarar o colectivo é outro dos desafios e no fim do dia é complicado não entrar em conflito. Marte em Escorpião em contraparalelo a Mercúrio a Leão exige que sejemos honestos ou directos mas a agressividade é dispensável. Com Vénus a avançar para a quadratura a Saturno, temos de deitar contas á vida e o melhor é cabeça fria e respeito pelos compromissos.