Um eclipse poderoso com uma configuração conhecida como o Yod ou “dedo de Deus” ocorre hoje pela hora de almoço GMT com a Lua Cheia em Gémeos  e o Sol em Sagitário. A Lua vai estar conjunta a Júpiter e à Lua negra Lillith.  A Lua em eclipse tem nas extremas do quincúncio que forma o Yod, Plutão conjunto a Marte em Capricórnio, por um lado e por outro Saturno conjunto a Vénus.

Como interpretar os efeitos possíveis deste evento com tanto envolvimento astral? Em primeiro lugar é preciso ver que este eclipse da Lua afeta principalmente relações e polaridades no eixo Gémeos/Sagitário da comunicação e do saber, da circulação do dinheiro e das regras bancárias, do pequeno comércio e das multinacionais, do ensino primário e superior, da vizinhança e da longa viagem, da ambivâlência e das grandes crenças, da livre expressão e grandes teorias.

Um eclipse de Lua Cheia marca a chegada a um climax a partir do qual se abre um novo ciclo de síntese dessa polaridade. A sua conjunção à Lua negra e a Júpiter anuncia novidades contraditórias que iluminam zonas mais sombrias em causa e, em simultaneo, expande aos quatro ventos os seus efeitos. O que não está à vista é revelado, seja a nível pessoal ou coletivo e a base de onde parte a explosão é o sextil entre a conjunção de Marte e Plutão e a conjunção de Vénus a Saturno. Esse sextil, ativo desde há dias, cria oportunidades concretas de reformulação ou transformação profunda das estruturas de poder familiar, político ou financeiro apoiadas na restrição, controlo, reorganização dos antigos poderes, seja qual fora a sua natureza.

Em resumo, os céus podem dar um sinal fortissimo de que estamos perante mais um etapa de mudança das regras politicas ou financeiras. Agora é a comunicação, educação, expressão popular, circulação financeira, compra e venda de bens, da Lua Cheia em Gémeos que chega a um extremo de tensão face ás energias do Sol em Sagitário, com a sua ideia de futuro, ordem superior, poderes supremos.  Disso resultam novas estruturas de poder e o conflito entre o agente da mudança e quem se vê como vítima do processo. É melhor evitar respostas emocionais e usar a razão face    as opções, porque com Gémeos há sempre mais do que um caminho e todos parecem ser igualmente válidos.

Os eclipses aceleram processos, vamos mais rapidamente de um ponto para outro do processo de evolução e é possível sentir ansiedade ou angústias face à abertura ao desconhecido. Aceitar a mudança e estarmos preparados para sermos atores no novo cenário é facilitado desta vez pela presença de Mercúrio em Escorpião, pronto para ir ao fundo das questões e reformulá-las.

Também podemos tentar recordar o que aconteceu em Novembro de 1974 e em Novembro de 1993, alturas em que ocorreu eclipse semelhante, sendo este como nova etapa dos caminhos então escolhidos.