Todo o esforço deve estar concentrado na procura de equilíbrio entre a análise crítica e a aceitação sem fronteiras, entre o serviço e a dádiva, entre a arrumação e o espaço, entre as limites do corpo ou exigências da mente e a liberdade do espírito. Estamos a viver a Lua cheia de Peixes que se opõe ao Sol em Virgem e são estas as polaridades em jogo que há que concertar. Como conseguir em simultâneo lidar com o quotidiano e viver o que espírito pede? Acontece que o Sol está em semiquadratura e a Lua em biquintil à conjunção de Saturno, Nódulo Norte e Vénus em Escorpião que nos últimos dias tem vindo a anunciar o final de um ciclo de 29 anos nas relações pessoais, políticas ou financeiras que não servem mais os nossos propósitos evolutivos. Assim, esta Lua Cheia assinala as tensões entre o que a mente analisa e o que o sonho idealiza como propósito de vida para esse novo ciclo em que teremos de criar novas estruturas e relações de poder, seja em casa, seja no trabalho, seja no contexto colectivo. É tempo de mudança profunda, tempo de sermos nós próprios os responsáveis do que queremos que venha a ser o rumo e friamente temos de lançar essas bases e reciclar o que deixamos para trás. Podemos sonhar com o futuro mas temos de fazer contas sobre como arrumar o passado e é esse o desafio da Lua cheia de hoje, em Peixes. Pela tarde, GMT, a Lua entra em Carneiro e aí vem o ímpeto de mudança que mais facilmente será posta em marcha depois de dia 22 quando Plutão entrar directo.