Vemos como tudo está relacionado e sentimos duramente a dificuldade em controlar as várias frentes. Reações instintivas exageradas face ás mudanças em curso são o grande risco do dia em que a Lua está em Escorpião, hipersensível, dominadora, vingativa, empolada por uma quadratura crescente a Júpiter em Leão que tende a dar razão ao narcisísmo, em quadratura a Mercúrio e Vénus em Aquário, causando tensão entre o que de facto sentimos e o que temos de dizer e defender publicamente. A Lua, por estar em Escorpião é regida por Marte e Plutão, o primeiro em Peixes conjunto a Neptuno a estimular a expressão creativa da consciência, de ideologias, fés e fundamentalismos e desejo de dissolução de barreiras seja qual sejam os meios, e por Plutão em Capricórnio, em quadratura a Urano, até Abril, o aspecto de pano de fundo de grande impacto pessoal e colectivo já que é o catalisador de transformações profundas nas estruturas de vida, por via das dívidas, do poder, da morte e renascimento das regras de jogo.

O dia é extraordinariamente forte em aspectos em torno do grau 13 do Escorpião, de Capricórnio, de Aquário, de Peixes, de Carneiro e de Balança, num meio hemisfério em que o Nódulo Norte faz semi-sextil a Lua, quadratura a Plutão, trígono a Mercúrio e Venus, quincúncio a Quíron e oposição a Urano, em que a Lua faz sextil a Plutão, quadratura aMercúrio e Vénus, trígono a Quíron e quincúncio a Urano, em que Plutão faz semi-sextil a Mercúrio e Vénus, sextil a Quíron e quadratura a Urano, em que Mercúrio e Vénus fazem semi-sextil a Quíron e sextil a Urano e em que Quíron faz semi-sextil a Urano.  Tudo isto se passa no grau 13, número com várias interpretações simbólicas, que vão da unidade divina ao grande azar…

Uma interpretação possível de tanta actividade e interacção é naturalmente a complexidade da situação, num quadro de mudanças radicais em que sentimos o chão a fugir debaixo dos pés mas que exige diálogo, concertação, acordos e atenção liberal, mesmo que tenhamos que “disfarçar” impulsos mais ” negros”. A frustração continua na ordem do dia, com Marte em quadratura a Saturno em Sagitário, o único aspecto que não se passa no grau 13, e se prolonga, até ao final da semana, pondo em causa a afirmação das vontades face à repressão de quem ou do que pode mais, ou o medo do desconhecido.  O Sol em Capricórnio não faz aspectos, como se por um lado houvesse uma ordem mas estivesse desconectada de tudo o que de facto se passa. A Lua, Mercúrio e Vénus são quem mais aspectos faz, o que é o indício de que tudo gira em torno da projecção das emoções. Se tudo se tornar demasiado intenso a chave está em abrir mão do desejo de controlo.

A tela é do pintor russo constructivista Rodchenko, 1918.

astro_w2gw_125_carta_do_dia.63216.14207

Anúncios