As emoções são o que mais nos ocupa este fim de semana, o desejo de segurança, ter um ninho, estar em família, na tribo, o amor à pátria, cuidar das rotinas que estão na base do bem estar ou da tradição, defender as raízes da existência ou simplesmente estar em casa, rodeado do que nos é familiar. No sábado, este arraial de possibilidades vem acompanhado da fantasia de que essas emoções, que no fundo são amarras ao passado, correspondem ao mundo ideal em que procuramos viver as nossas relações pessoais, amorosas, financeiras ou colectivas. O Sol e Mercúrio em Aquário confrontam-nos com a informação e a necessidade de nos situarmos no mundo à nossa volta ao passo que a Lua em Caranguejo em trígono a Vénus conjunto a Neptuno em Peixes  traz essas fantasias de harmonia e eleva o poder dos sentimentos.  Só que, em simultâneo, há dores antigas tocadas por Marte conjunto a Quíron em Peixes que acordam vulnerabilidades e tornam toda a questão da segurança emocional e material mais delicada. Ser ou não ser vítima, perceber os limites do real e definir princípios orientadores mesmo que isso custe é o caminho apontado pela quadratura de Saturno em Sagitário a Vénus e Neptuno em Peixes. Transformar a zanga em relações construtivas é resolver Marte, Quíron e os aspectos difíceis de Vénus. E isto só é possível quando nos deixarmos de atitudes egocêntricas ou ações unilaterais. Urano está em quadratura a Plutão a pedir mudanças profundas e os dois planetas fazem respectivamente oposição e quadratura ao Nódulo Norte em Balança- sinal da necessidade de chegar a compromissos. No domingo, a Lua activa também estes aspectos e será em modo de crise que daremos mais um salto no aprofundamento dos processos de transformação em curso, sentindo, na pele, como há que estar pronto para desenvolver novos conceitos de segurança e novo quadro de valores porque os antigos já não parecem dar garantias.

A tela é de Cézanne e representa o seu pai, a ler o jornal

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