É nos contactos, trocas de informação e lógica de participação no colectivo, seja no grupo de amigos ou em organismos institucionais que tudo se joga hoje. Podemos ter de tratar de burocracias, defender um modelo de funcionamento para o mundo ou simplesmente partilhar nas redes sociais curiosidades que nos interessem. É a Lua Gémeos, em trígono a Mercúrio retrógrado e ao Sol em Aquário e sextil a Júpiter em Leão e a Urano em Carneiro que estimula a comunicação, a abertura e a procura de satisfação pessoal nessa projecção de uma visão nova das coisas.

Mas há forças mais fortes que dificultam ou condicionam o sucesso fácil para que estaríamos predispostos. Em primeiro lugar, o pano de fundo de Urano em quadratura a Plutão que nos coloca em quadros de crise e de transformação das estruturas em que nos apoiamos. E em segundo lugar a quadratura de Vénus e Neptuno a Saturno. Este é um aspecto de dificuldade nos relacionamentos, nas questões financeiras, nos valores dos bens, no prosseguimento dos ideais. Hoje Vénus activa uma condicionante que estará activa, em etapas ao longo do ano, e que é o aspecto de tensão entre Neptuno em Peixes, símbolo de misticismo, ideais religiosos, fantasia, imagem, dissolução, produtos químicos e o petróleo, contra Saturno em Sagitário, símbolo das regras e princípios que estruturam o conhecimento, a religião, a banca e a expansão de valores. Com Vénus do amor e do dinheiro hoje e nos próximos dias envolvida nesta quadratura, temos o sinal claro de que a repressão, recessão, limites fundamentais se vão erguer contra tudo o que não fizer parte de um plano conservador. É um banho de água fria, um confronto com a realidade, um corte nas fantasias nos relações e nos valores. Que fazer? Deixar ir o que já não serve e incomoda e apostar com critério numa restruturação bem organizada e sem floreados, com o sextil de Marte e Quíron em Peixes a Plutão em Capricórnio.

A tela é do norte americano Edward Hopper, 1882- 1967

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