É por volta do meio-dia GMT que chega a extremos a necessidade de refrear pulsões, desejo de controlo, sentimentos viscerais, grandes paixões ou ciúmes. A Lua em Escorpião tem de se submeter a uma conjunção a Saturno retrógrado e o peso das circunstâncias, do endividamento emocional ou material, das responsabilidades em assuntos comuns sobrepõe-se à ansiedade à solta, à retaliação defensiva, à desconfiança bloqueadora, características da Lua quando regida por Plutão. Ora, este momento em que as emoções resfriam e nos submetemos a qualquer coisa maior, acontece ao mesmo tempo que Vénus, retrógrada em Virgem está em quadratura fora de signo à Lua e Saturno  e que Urano entra retrógrado, até ao Natal. Isto são marcos fundamentais cuja leitura simbólica pode significar que, depois das surpresas, conflitos, irritabilidade e acidentes de percurso na definição do que é que queremos em casa, em família, como país ou nas bases de segurança emocional- depois da quadratura de Marte a Urano de ontem- vamos entrar num tempo de reavaliação a vários níveis. Durante 40 dias Vénus retrógrada  em Virgem e Leão vai fazer-nos repensar o que damos e o que recebemos, como servimos relações e organização  e o nosso amor próprio e o que gostaríamos de ser , amorosos, criativos, como indivíduos. Por seu lado, até ao Natal, Urano retrógrado em Carneiro, obriga a interiorizarmos que tipo de iniciativas libertadoras, inovadoras, diferentes, podemos ter. A revolução tem de se fazer dentro antes de ter efeitos visíveis e a retrogradação de Urano pede que nos livremos de velhos hábitos, dependências, métodos, narcisismos ou que reconsideremos as rupturas e o que levou a elas, nestas vésperas da retrogradação. Há que investigar antes de novos avanços nos processos. Temos de nos confrontar com nós próprios e responder aos porquês….há que estar seguro das respostas até meados de Dezembro quando Marte em Balança fizer oposição a Urano- aí sim teremos oportunidade de estabelecer acordos ou fazer  cortes radicais.  O que estiver na mesa este domingo e no arranque da semana, vai fazer parte da agenda dos próximos meses.

A tela é do pintor norueguês Christian Krohg “En sovende mann “(1882)

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