Neste fim de semana preparamo-nos para o eclipse da Lua Cheia na madrugada de segunda feira, uma Super Lua ou Lua de Sangue  por causa da cor vermelha de que está carregada, iluminada pelos raios do Sol que passam pela atmosfera em torno da Terra, apesar de a Lua se  encontrar na zona de sombra do nosso planeta, tão perto de nós na sua órbita que a faz parecer 14 por cento maior. Só daqui a 18 anos é que se repete este fenómeno de uma Super Lua coincidir com um eclipse total.  O eclipse será visível em Portugal pelas duas da manhã GMT e dura cerca de uma hora e doze minutos.  O Sol está na constelação de Balança iluminando a  Lua  Cheia em Carneiro, excepto no tempo em que esta se eclipsa na sombra da Terra.

Numa Lua Cheia as marés no mar são mais fortes e em terra as emoções intensificam-se. Numa Lua Cheia em Carneiro torna-se mais urgente agir, iniciar processos, exigir acção. Com um eclipse percebemos que o que desejávamos tem de ser revisto à luz das sombras que toldam as possibilidades, que os desejos ou carências passadas têm de dar lugar ao novo, esclarecidos por uma nova perspectiva. A Lua Cheia é conjunta ao Nódulo Sul, oposta ao Sol em Balança conjunto ao Nódulo Norte: o caminho tem de ser feito através de alianças novas, em conjunto com outras partes que partilhem o mesmo desejo de inovação. Ou seja, não é individualmente que resolvemos as falhas que sentimos, mas sim em parcerias que queiram encontrar soluções novas, já que Vénus, regente da Balança está em Leão em trígono a Urano em Carneiro. Mas como Marte, regente do Carneiro está em Virgem em oposição a Neptuno em Peixes e quadrado a Saturno em Sagitário,  a resistência que vamos encontrar será enorme. As boas intenções de trabalhar harmoniosamente, em conjunto, para dar respostas novas a velhos problemas chocam com o peso de regras leis, verdades, dogmas simbolizados por Saturno em Sagitário enquanto este não se transforma do símbolo das restrição à expansão no símbolo da responsabilidade dos novos desenvolvimentos.

Com  Mercúrio em Balança, todo o fim se semana, em quadratura a Plutão em Capricórnio, que segunda feira fará também quadratura à Lua após o eclipse, temos de ir ao fundo das questões, aprofundar o que é que queremos ou não salvaguardar nas relações que temos, qual a lógica das parcerias, para mudar o quê? Mudar as parcerias ou mudar as estruturas e interdependências? Ou mudar tudo?

Sábado e domingo, enquanto a Lua está em Peixes, conjunta a Neptuno e Quíron, é com o coração nas mãos que sentimos todos os problemas que se levantam com as opções que vão ter de ser tomadas no eclipse.

No domingo, poucas horas antes do eclipse a Lua ao entrar em Carneiro faz trígono a Saturno, o que traz a segurança necessária para passarmos à fase seguinte em que se fecham portas mas se abrem janelas na definição da capacidade de em conjunto nos dedicarmos a fazer diferente, porque queremos fazer melhor.

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