Cada vez que divagamos, algo nos chama à realidade. Sempre que não vemos as consequências ou nos deixamos ir atrás de ilusões, paixões, projecções, acabamos por nos confrontar com limites e obrigações, ao ponto de ficar deprimido se não  rirmos da própria fantasia. Esta sexta-feira é assim…Por um lado Vénus oposta a Neptuno e Marte e Júpiter trígono a Plutão iludem-nos quanto à nossa imensa capacidade de acção, por outro, a Lua conjunta a Saturno reprime quaisquer veleidades.
Estamos a chegar ao fim de um longo período em que podemos ter andado nas nuvens, a imaginar que a realidade era outra, já que Vénus, quando ficou retrógrada a 25 de Julho, estava oposta a Neptuno e só agora, em directo, volta a mesma posição. Este aspecto pede muito discernimento, uma grande valorização do pragmatismo e sentido de serviço e uma busca de equilíbrio entre o ideal a atingir e a possibilidade de o fazer. Perceber a realidade, analisar os dados, organizá-los e, com base no concreto, mover então montanhas é possível apenas se não nos iludirmos quanto às nossas projecções e às dos outros. O que parece um balde de água fria de Saturno e Lua conjuntos em Sagitário, quadrados a Vénus em Virgem e a Neptuno em Peixes, é apenas os Céus a ajudarem a ver claro, sem medos nem entusiasmos. O sextil a Mercúrio e ao Nódulo em Balança indica que é através do diálogo equilibrado e não da vontade cega ou do sonho mal resolvido que se faz caminho.


 

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