Estamos conscientes do que está mal, em nós próprios ou no mundo, as dores de alma pessoal ou colectiva na primeira linha do que nos inquieta com a conjunção do Sol a Quíron em Peixes a pôr o dedo em todas as feridas para as sentirmos e ultrapassarmos com nova consciência. Face a isso, o desejo de acção e de inovação parece ser irreprimível mas as consequências também não vão poder ser evitadas. A Lua em Carneiro, regida por Marte, atiça ainda mais o desejo de acção e a aproximação a uma conjunção a Urano e quadratura a Plutão não engana: vamos mesmo fazer diferente ou ser sujeitos a surpresas que também nos obrigam a reagir ao inesperado. Inspirados ou confusos, não é fácil comunicar os objectivos nem o que nos vai na alma. A sensação de “navegar na mayonnaise” do sonho, idealismo, criatividade ou da dúvida, ilusão ou susceptibilidade deve-se à conjunção de Mercúrio a Neptuno em Peixes, agravada pela quadratura de Marte em Sagitário, como se quando defendessemos o que julgamos ser a Verdade, dificilmente fossemos claros na mensagem. O quincúncio de Urano a Júpiter em Virgem obriga-nos a arranjar maneira de resolver a tensão entre o desejo de deixar tudo para trás e a dedicação ao serviço.

A tela é do americano John Singer Sargent 1856 – 1925: “Orestes perseguido pelas Fúrias”

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