Por Clara Days:
Palavras-chave: consciência; auto-estima; individualidade; expansão pessoal.
O Sol é o Eu que se afirma e expande. A sua energia é generosa e optimista, ilumina os medos e mostra caminhos, dá aos outros o melhor de nós. O Sol é a carta do entusiasmo, representa o encontro com a nossa criança interior, a alegria de viver. É uma força que se engrandece na partilha.
Esta carta mostra que o objectivo da nossa viagem é o de ocuparmos o nosso lugar na ordem universal, livres de sentimentos de divisão ou de isolamento, para podermos aproveitar a vida como fazíamos quando éramos crianças, em dias de brincadeira: partíamos à aventura pelo simples facto de ser uma aventura e sem sobrevalorizar o que poderíamos descobrir. O Sol puxa-nos para o presente e faz-nos acreditar que o que fazemos hoje está certo, faz sentido, e o futuro tratará de o provar, a seu tempo.
O bem-estar de estar de bem connosco, eis o Sol.
Nas representações visuais estão quase sempre presentes as crianças, felizes e confiantes, que o seguram, com ele interagem ou brincam à sua luz. A inocência e a alegria são patentes. São ainda frequentes um cavalo, branco, cavalgado por um ou dois meninos, um muro e girassóis. As crianças representadas são seres muito terrenos, numa alusão à criança interior que cada um tem em si. O próprio Sol é apresentado como personagem humanizada, com um rosto expressivo na sua bonomia.
Há ainda alguns baralhos que associam a imagem do Sol a Apolo e à música, mostrando o deus grego a tocar ou empunhando um instrumento musical.
O Sol, em astrologia, é o planeta que nos dá as características únicas, individuais, o representante da nossa consciência. Assim o é também neste Arcano Maior. A letra hebraica que lhe corresponde é RESH ou REISH, a arte da clarificação. O seu título esotérico: “O Senhor do Fogo do Mundo”.
Esta semana sentir-nos-emos bem na nossa pele, tempo bom para retomar projectos adiados ou apostar nos que estão em curso. Podemos levar um pouco da nossa luz a quem estiver a precisar, podemos lançar uns raios de boas energias por onde passarmos, alegrarmos os outros com um sorriso genuíno ou uma boa gargalhada.
Não obstante, com a intensidade da luz do Sol, podemos olhar as coisas só pelo seu lado positivo e isso nem sempre é bom. Às vezes é preciso pôr os óculos escuros para proteger. Precisamos da luz que ilumina, não da que encandeia.
Imagem – Tarot de Giusseppe Ottone (séc. XVIII)

Clara Days

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