É amanhã mas sentimos desde hoje avolumar-se a tensão desta Lua Cheia em Caranguejo, um semáforo que assinala o que nos divide entre carência e controlo, relações e individualismo e que de alguma forma temos de tentar equilibrar. Sentimos, com a Lua em Caranguejo, a necessidade e impulso de regresso às origens, de garantir as tradições, a família, a segurança emocional com base no que sempre conhecemos mas esta Lua faz oposição a Plutão e ao Sol em Capricórnio iluminando a necessidade de procurar uma nova ordem, um novo domínio das circunstâncias, para além das carências ou instintos. Nesse caminho de síntese entre proteger o âmago e projectar novas muralhas, beneficiamos dos trígonos sucessivos da Lua a Vénus, Neptuno, Marte e Quíron em Peixes, que suavizam com generosidade, compaixão, sensibilidade e acção inspirada as opções que teremos de tomar face aos conflitos internos e externos entre a ordem passada e a ordem  futura. Mantem-se também hoje e amanhã a oposição de Urano em Carneiro a Júpiter em Balança que traz o confronto entre querermos estar em relação e expandirmo-nos através do outro e o impulso de agir individualmente sem esperar por opiniões ou acordos. Com Saturno em Sagitário em sextil a Júpiter e trígono a Urano torna-se no entanto mais fácil encontrar uma via de saída se pensarmos bem as regras de funcionamento ou perspectiva de crescimento que queremos para o futuro. Mas essa via não é só racional ou prática. O aspecto de Satuno a Quíron indica que para além do interesse pragmático temos de atender também ao que nos move, comove, dói e a que há que dar sentido. Preparar a Lua Cheia de amanhã pede, desde hoje, atenção ao que nos divide.

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