Desde o equinócio de segunda-feira que o que mais interessa é pôr coisas em marcha, fazer, afirmar, liderar, correndo no entanto o risco de ser ímpetuoso ou mesmo agressivo. O Sol está em Carneiro, regido por Marte, planeta da guerra ou do “eu quero, posso e mando”. No entanto, esta afirmação de vontade está agora temperada por considerações sobre o que se ganha ou o que vale o que se quer, pelo trânsito de Marte em Touro até cerca de 20 de Abril, data a partir da qual não só o Sol, ao entrar em Touro, passa a brilhar sobre o que Marte agora deseja  -como, Marte, ao entrar em Gémeos pela mesma data, nos vai tornar mais indecisos ou ambivalentes sobre as escolhas que vamos estar a materializar ou as opções a valorizar. Vénus que rege Touro – e a Balança onde se encontra Júpiter retrógrado, está também retrógrada em Carneiro o que se traduz na revisão do ardor com que encaramos a verdade das relações, pessoais ou financeiras. Na arte, no amor, no exercício dos sentidos ou da justiça das coisas, estamos ou não a exprimir quem somos e como nos expandimos em relação? Não podemos investir sem fazer uma avaliação prévia. Será que vamos ter o apoio pessoal, material ou jurídico para o que desejamos ou será que é preciso rever pretensões, à luz das resistências ou limites encontrados pela quadratura de Saturno em Sagitário ao Sol e Vénus em Carneiro?
Este impulso para agir, refreado por considerações de natureza material e pela necessidade de pensar bem que novo equilíbrio será preciso negociar, tem assim de se sujeitar ao que fôr melhor a longo prazo, sem que se caía nas armadilha da impaciência por palavras ou actos, estimulada pela oposição de Júpiter a Urano e Mercúrio em Carneiro. A Lua em Aquário a partir da hora de almoço, GMT, faz-nos desejar uma nova maneira de estar no mundo, a construir com o empenho pragmático que o Nódulo Norte em Virgem permite. Poupar e pouparmo-nos pode ser útil.

Imagem do Finance Monthly

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