A semana começa com sentimentos intensos, fruto do desejo e necessidade de defender o que é nosso, revendo o que podemos ou não controlar em casa, em família, no país e tomando iniciativas pessoais, originais, independentes, que sejam o reflexo do propósito de estruturar melhor as coisas a longo-prazo. A Lua entra hoje em Escorpião, pelo meio-dia, em trigono ao seu regente Marte que também hoje entra em Caranguejo e só isto já dá informação suficiente para percebermos que temos de estar preparados para ir ao fundo das questões e acima de tudo ao fundo de nós próprios para perceber que a única coisa que podemos de facto controlar é a nossa própria compulsividade, ciúme, instinto de vingança, quando lidamos com situações domésticas que pressentimos serem ameaças ao nosso sentido de segurança básica.  Um sextil da Lua a Saturno em Sagitário dá-nos oportunidades de pensar melhor qual a verdade que queremos salvaguardar  face à oposição a Vénus e a Urano,  – mesmo antes de entrar em Escorpião –  que indica que  há qualquer coisa de muito crítico que nos surpreende e cuja perturbação ou libertação nos força des seguida a regenerar os sentimentos profundos do Escorpião, separando o que está nas nossas mãos resolver do que não está. É o trigono de Urano ao Nódulo Norte em Leão que dá o animo para agirmos unilateral, inovadora e criativamente procurando e afirmando as várias opções possíveis de caminho, com o Sol em Gémeos em trigono a Júpiter em Balança. No entanto a quadratura exacta do Sol a Neptuno em Peixes traz o risco de nos fazer parecer quem não somos ou de confundir objectivos.

Conseguir não enganar – nem ser enganado-, controlar a desconfiança, tomar conta de que for preciso para criar uma nova base de estabilidade pessoal ou doméstica através de iniciativas inteligentes que estruturem melhores dias é o desafio complexo deste arranque de semana que terá no seu final, sexta-feira 9, uma Lua Cheia em que seremos confrontados com a busca de equilíbrio entre a aspiração a viver uma só verdade e as escolhas múltiplas que racionalmente admitimos. É uma semana para avançar no reconhecimento de nós próprios.

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