Estamos em vésperas de uma Lua Cheia em eclipse total e, a partir da tarde de hoje, terça-feira, quando a Lua entrar em Leão, torna-se muito clara a tensão que amanhã se extrema entre o que desejamos para nós próprios e por nós próprios e aquilo a que a nossa existência em grupo ou em sociedade obriga. Pela manhã, com a Lua em Caranguejo em trígono a Júpiter em Escorpião e em quadratura a Urano em Carneiro é provável que para ganharmos terreno tenhamos de fazer algum corte radical, por muito que custe largar o que pensamos que tem dado segurança emocional. Mas há que deixar o conforto do ninho. Já estamos na corrida para abrir horizontes e satisfazer o desejo pessoal, mais fácil horas depois, quando a Lua entrada em Leão fizer trígono a Marte em Sagitário – mas mesmo assim temos sempre de assumir responsabilidades e tentar conquistar poderes que nos têm novo sentimento de segurança ou controlo da situação, porque Marte e Júpiter estão em recepção mútua. Com Sol em Aquário, juntamente com Vénus, em conjunção ao Nódulo Sul e em semi-quadratura a Quíron em Peixes, a sensação de insatisfação e impotência se continuarmos ligados aos mesmos aspectos do colectivo, ideias do mundo ou grupos de referência com que nos temos identificado, agrava-se certamente. O que o eclipse de amanhã, quando a Lua fizer conjunção ao NóduloNorte e se opuser ao Sol e ao Nódulo Sul nos diz é que temos de pensar e agir pela nossa própria cabeça. Podemos começar já hoje.

Tela de Chihiro Iwasaki, 1973

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