É um fim-de-semana de emoções intensas em que o que nos dá segurança emocional, seja em casa, em família, rotinas ou tradições tem de levar uma reviravolta para encontrarmos novas bases de sustentação. É o Sol em Caranguejo e a Lua em Escorpião que justificam esse enfoque na necessidade de revolucionar o que de mais instintivo nos prende ao passado e as emoções que isso suscita são amplificadas pela activação pela Lua em trânsito do grande trígono de Água entre Júpiter em Escorpião, Neptuno em Peixes e Mercúrio em Caranguejo.

Neptuno em Peixes leva-nos a idealizar novas situações, Júpiter em Escorpião expande o potencial de transformação e Mercúrio em Caranguejo põe-nos a falar e a fazer contas sobre todos os assuntos domésticos, íntimos, familiares, que, porque a Lua seu regente e do Sol também,  está em Escorpião, ilumina o controlo que temos ou não temos desses necessários e desejáveis processos de transformação. Claro que com esta Lua há sentimentos menos nobres que se podem revelar por medo mas o que é necessário é controlar quaisquer receios que provoquem respostas irracionais. O Sol avança para uma oposição a Saturno em Capricórnio na próxima terça e quarta feira o que significa a necessidade de cair no real. É para lá que, desde já,  caminhamos, por isso quanto mais consciente for o esforço de pragmatismo menos restrições vamos sentir no decorrer da semana.

O outro aspecto relevante que dá o tom para essa mudança de sentido de segurança básica é o sextil do Sol em Caranguejo a Urano em Touro e que se traduz  em oportunidades para aceitarmos ou descobrirmos novos valores de referência. Mas para que isso aconteça é preciso aprofundar questões, explorar o desconhecido, mergulhar em sombras, analisar dinâmicas de dependência e de poder. Mercúrio em Caranguejo em oposição a Plutão em Capricórnio leva-nos onde não tinhamos ainda ido para expurgar o que já não é necessário e se nos revelar outras dimensões da interacção quotidiana. Há dores antigas que assim ressurgem  com a quadratura do Sol a Quíron em Peixes e a chave está em não  termos o mesmo tipo de iniciativas. Há que não só adoptar novos valores como novos comportamentos.

Imagem de Joel Rea

 

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