São complexos os aspectos do dia com, por um lado uma hiper-sensibilidade a alimentar sonhos de que podemos mudar para melhor e conquistar novas bases de segurança emocional, doméstica, mesmo nacional e por outro com a obrigatoriedade de exprimir com clareza e orgulho quem somos e ao que vamos o que é difícil porque não conhecemos a nova realidade a que temos de aderir. A Lua conjunta a Neptuno em Peixes é o que nos faz intuir tudo, sentir o dito e o não dito,  navegar no aquático mundo das sensações ou ilusões. O seu grande trígono ao Sol em Caranguejo e a Júpiter em Escorpião orienta essas emoções fluidas para uma regeneração profunda do que são os nossos fundamentos de vida, em casa, em família. Para criar esse novo ninho ou novas estruturas em que nos apoiarmos, e a que aspiramos vamos ter de adoptar novos valores com o empurrão de Urano em Touro, naturalmente fazendo uma triagem do que vai e do que fica para a próxima etapa. Não só é complicado transformar tanta emoção em acção prática como uma quadratura a Urano em Touro de Mercúrio conjunto ao Nódulo Norte em Leão causa imensa tensão entre o reconhecimento de que pouco ficará igual e a necessidade imperiosa de declararmos como vai ser, para onde vamos, quem somos ou quem vamos ser.  Esta tensão é agravada pelo quincúncio de Mercúrio à Lua que torna difícil traduzir claramente o que o coração sente. Mas vai correr tudo bem: um trígono de Mercúrio e do Nódulo a Quíron em Carneiro e a oposição a Marte retrógrado em Aquário permite que, com reflexão sobre como nos afirmamos e o que esperamos do colectivo, possamos ter iniciativas  que nos redimam de frustrações antigas por resultados de acções mal pensadas. Aliar a sensibilidade à lógica e à expressão unívoca do que realmente nos move é a tarefa do dia.

Tela de Marc Chagall

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