Não há relações fáceis estes dias de Lua em Balança em que o que mais desejamos é harmonia mas em que é preciso procurar novas bases de entendimento já que as antigas são postas em causa. Ontem foi a quadratura da Lua a Saturno que esfriou os bons propósitos e hoje é a quadratura da Lua a Plutão que nos obriga a ir ao fundo das questões e ver o que podemos ou queremos guardar das estruturas que partilhamos, seja casa, dinheiro, poder. É um exercício necessário de depuramento porque o que nos é agora exigido é a abertura a novos valores para fazermos deles os valores de futuro, tarefa facilitada pelo trígono de Saturno em Capricórnio a Urano em Touro, com Vénus, sua regente em Escorpião a incentivar também a que passionalmente demos uma grade reviravolta nos afectos, finanças e mesmo na estética do local onde moramos.  E o que não fizermos por nós vai acabar por se fazer na mesma dada a oposição de Vénus a Urano, a primeira agora, a segunda a 31 de Outubro e a terceira e última a 30 de Novembro, devido à retrogradação de Vénus entre 6 de Outubro a 10 graus e 17 de Novembro a 25 graus da Balança, só voltando ao ponto em que está hoje em moção directa no final de Novembro. Ou seja, hoje, e os finais de Outubro e de Novembro são os marcos fundamentais de uma mudança profunda de valores no que respeita aos afectos e aos bens e àquilo e como nos relacionamos.  Com Marte já directo em Aquário em quadratura a Urano e a Vénus e a aproximar-se também de uma oposição ao Nódulo Norte em Leão, estamos numa gigantesca encruzilhada em que há que para saber para onde vamos temos de ser capazes de re-equilibrar o que depende de nós e o que depende dos outros e o que queremos ou não do colectivo em que estamos inseridos. O Sol em Virgem em trígono a Plutão em Capricórnio diz para irmos com toda a atenção às curvas e sinais mas para seguir sempre em frente.

Imagem: Shilpa Gupta, Drawing in the Dark

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