Há algumas contradições a encarar este fim-de-semana em que oscilamos entre acção e imobilidade, libertação e tradição. Qual das opções escolher ou como as conciliar exige um exercício sério de avaliação do que nos dará segurança emocional a longo prazo e de como conciliar incertezas com sentido prático. Temos ainda de ter a compreensão de que nada se vai resolver tão depressa como desejado ou ansiado mas que entretanto não podemos ficar parados. Apesar de sábado e domingo a Lua estar em signos diferentes- o que nos impulsiona emocionalmente com energias diferentes- do Carneiro e desejo de acção no sábado para o Touro e desejo de estabilidade no domingo- o facto é que o resto dos aspectos do fim-de-semana, incluindo uma quadratura da Lua a Plutão no sábado e uma conjunção da Lua a Urano no domingo, conjugam-se para nos dar a sensação de muito está em vias de mudar, tudo parece estar ainda por resolver e a levantar a questão sobre como lidar com o que está pendente, sem o qual não poderá haver progresso.

A Lua quadrada a Plutão no sábado é como um tiro no pé em que percebemos que estávamos a apontar na direcção errada e como também faz quadratura ao Nódulo Norte em Caranguejo temos reforçada a tensão entre o impulso de agir e os limites e tendências que pedem outra atitude e gesto. Por isso no sábado o melhor a fazer é não ir atrás de impulsos excessivos. No domingo também temos de acautelar os desejos e estar preparados para surpresas e para largar amarras que nos impeçam de progredir. A Lua entra em Touro onde faz conjunção a Urano e sentimos fortemente a contradição entre a conjunção Lua/Urano que exige liberdade, libertação, corte com dependências de qualquer natureza, e o Touro signo preso a Terra, a segurança material, financeira, aos valores palpáveis  sobre os quais a conjunção Lua/Urano actua como uma poda radical de Primavera, em nome de novos valores.

Não esquecer Mercúrio retrogrado em Peixes, até  ao fim do mês, a fazer conjunções ao Sol e a Neptuno e sextis a Saturno, Plutão e Marte. Isto simboliza a necessidade e possibilidade de revermos fantasias e lhes darmos forma, com sentido critico, sentido prático e sentido de futuro. Tratar dos assuntos menos claros na nossa mente ou pendentes na realidade pode ter agora belíssimos resultados. Mergulho nas sombras e mãos à obra!