Plutão, Saturno e Marte: Alta tensão em Outubro

Acabaram as tréguas. Quando começou o ano de 2020, com uma conjunção de Saturno e Plutão, a que depois de juntou Júpiter e Marte, eram de esperar enormes abalos à organização de vida do mundo pela correlação com guerras, reorganizações políticas e estruturais, desgraças que forçam mudanças e também pandemias. Este rol ocorreu ao longo da História, sob as mesmas conjunções, na rotação cíclica dos planetas.

Assim, entre Janeiro e Maio, o Covid sobrepôs-se a outras crises em curso, políticas e guerreiras, como a saída do Reino Unido da UE, a guerra no Yemen ou na fronteira da China e da Índia. Veio Maio, Plutão, Saturno e Júpiter entraram retrógrados, os confinamentos aliviaram, pensou-se que escapávamos a uma segunda vaga do vírus e globalmente foi grande o esforço de pôr em marcha economias paradas com toda a sorte de planos de apoio financeiro a quem dá trabalho e a quem deixou de trabalhar.

Mas, neste final de Setembro e arranque de Outubro acabaram as retrogradações de Júpiter, Saturno e Plutão, todos muito próximos, numa conjunção não exacta mas quase entre saturno e Plutão, a perspectiva de Júpiter – que está em conjunção larga – se unir em grau exacto a Plutão na primeira quinzena de Novembro e a Saturno em meados de Dezembro. A diferença maior – se compararmos estes aspectos com os do primeiro trimestre do ano que viu a explosão do Covid e a instauração de um confinamento quase global – é a posição de Marte. Este, em Março fez conjunções a Júpiter, Plutão e Saturno e agora, em retrógrado até 15 de Novembro e em directo de seguida, faz-lhes quadraturas até meados de Janeiro. Se na conjunção as mudanças eram duras e inevitáveis, na quadratura não são mais fáceis porque sentimos toda a tensão de resolver, transformar, mudar profundamente o que ficou por fazer e que preferimos ignorar…

Salta à vista o disparar de casos de Covid globalmente desde meados de Setembro em que Júpiter entrou directo e agora que Saturno e Plutão também. Estão também outra vez na mesa negociações difíceis como a saída do Reino-Unido da UE, a polaridade China- EUA, e os montantes da verbas europeias dedicadas à crise. As agendas em suspenso desde Maio estão novamente em aberto tanto a nível colectivo como individual.

No horóscopo de cada um é na casa onde estiver o signo de Capricórnio que as mudanças de vida vão recair mais fortemente, com impactos nas casas em que estiver o Caranguejo, a Balança e Carneiro. Que fazer? Aceitar que nada será como dantes nessa área de vida e que até Janeiro pouco podemos controlar. Apenas fazer navegação costeira, ser aberto, flexível e não querer mais do que o que for possível. Não sendo assim a frustração é quase garantida e a zanga sai caro.

Neste contexto, – com Júpiter, Saturno e Plutão directos em Capricórnio e Marte retrógrado Carneiro, em quadratura exacta a Saturno, – os aspectos mais relevantes da semana que agora começa são a presença de Vénus em Virgem e o avanço do Sol em Balança para aspectos de alta tensão na semana seguinte. Com Vénus em Virgem o que nos é pedido é atenção aos pormenores, dedicação aos cuidados práticos, tratar de questões de serviço e de saúde, com abertura a novos métodos, valores novos e alternativos quando Vénus fizer trígono a Urano no fim-de-semana de dia 10. O Sol em Balança, regido por Vénus faz-nos desejar evitar conflitos mas temos de estar preparados para a inevitabilidade da revisão das posições de equilíbrio, não nesta semana mas na próxima quando o Sol se opuser a Marte e fizer quadratura a Júpiter, Plutão e Saturno. Melhor por isso, começar já a pensar quais os novos compromissos que podemos adoptar e para os quais, com Vénus em Virgem e Mercúrio em Escorpião, vamos caminhar cuidando dos detalhes, com uma lógica de sobrevivência.

O que nos deve guiar? O sentido da Verdade por muito vago ou dúvidoso que isto possa parecer. O Nódulo Lunar Sul ou Cauda do Dragão em Sagitário e o Norte ou Cabeça do Dragão em Gémeos, respectivamente regidos por Júpiter em Capricórnio e Mercúrio em Escorpião são os grandes impulsionadores do sentido do destino. Em tempos de “fake news” e grande falta de clareza sobre números, tratamentos, responsabilidades e interesses, assistimos de facto às Verdades do Sagitário a desdobrarem-se na ambiguidade dos Gémeos. Que fazer? Re-aprender se necessário a pensar por nós próprios, abertos ao que não conhecemos, flexíveis para mudar de rumo se necessário e justificável porque acreditamos ser esse o caminho certo para nós próprios, mesmo se o do vizinho for outro…

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