Esta é uma semana que tem pouco de pessoal e pouco de definitivo. É como se, enquanto indivíduos, estivéssemos mais focados nas questões que a todos preocupam, a que desejamos dar resposta racional em nome do bem comum mas também tenhamos a sensação de que quaisquer passos que forem dados não irão além do curto ou médio prazo já que estamos no final de um ciclo mas não estamos ainda no início do próximo.
Se olharmos para os Céus de cada dia desta semana- que culmina com uma Lua Nova no domingo 10 – a primeira coisa em que reparamos é que Sol, Lua, Mercúrio, Venus e Marte, ou seja ou Luminares e os planetas chamados pessoais encontram-se todos em signos do último quadrante do zodíaco onde as estrelas nos falam das questões de governo, de sociedade e de ideologia-o Capricórnio, o Aquário e os Peixes. A Lua vai percorrer estes três signos ao longo da semana, ou seja as nossas emoções vão sucessivamente estar viradas para o desejo de ordem, estrutura, segurança, para o lugar de cada um no colectivo e por fim para o ideal de que queremos comungar.
Marte e Vénus, a vontade e o desejo de equilíbrio, estão toda a semana ainda em órbita de conjunção no signo do Aquário simbolizando claramente o empenho do querer e do coração em encontrar respostas para os problemas do colectivo. A tarefa não é fácil porque ambos estão em quadratura a Urano e a Júpiter em Touro, sendo que Marte faz quadratura exacta a Urano de sábado 9 para domingo 10, o que implica uma tensão grande entre o que se quer como projecto grupal ou socio/politico e a urgência de adoptar novos valores, aderir a novas tecnologias, abrir as portas a revoluções que têm também de ser económicas, palpáveis e que a todos satisfaçam – porque Vénus que rege o Touro está em trânsito em Aquário.
E assim chegamos a domingo, dia de Lua Nova em Peixes, Sol e Lua unidos nos 20 graus de Peixes, o decanato desse signo que é regido por Marte. Mas antes é preciso ver que esta Lua Nova está praticamente equidistante de Saturno e de Neptuno, o primeiro atrás, a 11 graus, o segundo à frente a 27 graus. Ou seja, esta Lua Nova ocorre entre duas energias que também elas estão a caminho de se unirem dando origem a um ciclo maior e de relevância histórica que são os ciclos de Saturno/Neptuno que encontramos associados por exemplo à historia da Rússia com todas as ondas de choque que daí derivam. Saturno avança para uma conjunção a Neptuno entre o Verão de 2025 e fevereiro de 2026, estes sim os tempos de fecho do ciclo histórico actual e começo do próximo em que ideologia e ordem se manifestam em uníssono, certamente com grande impacto na iniciativa individual já que se vão unir no signo do Carneiro. Só também por essa altura é que Plutão estará definitivamente em Aquário, em sextil à futura conjunção de Saturno/Neptuno, a forçar outro salto histórico porque fecha o ciclo que abriu com a Revolução Americana, francesa e industrial. Por isso, esta Lua Nova desta semana, seja na história da Rússia, seja na portuguesa, seja no mundo, seja na nossa história individual é um marco, um arranque, a semente de um novo projecto mas que não está ainda pronto a vingar já que ocorre numa fase de final de ciclo. Podemos manifestar intenções mas temos de estar consciente que o terreno não é estável e que as sementes possivelmente não vão vingar tal como as projectamos agora, para além de 2025/26.
Esta Lua Nova está em sextil a Urano em Touro e antecede Urano. Estaremos certamente a olhar para os tais novos valores, libertadores do ciclo maior de Saturno/Neptuno que começou em 1989 e que está a terminar. Esta Lua Nova no decanato de Peixes é regida por Marte que rege também o Nódulo Norte conjunto a Quíron em Carneiro- tudo sinais de acção para superar feridas e ir à procura de um mundo melhor. É tempo de boas intenções, paciência e flexibilidade, nada parece ser de longa duração.
Uma Boa semana
Tela de Max Ernst, 1923- “Men Shall Know Nothing of This”
R.I








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