Uma semana intensa: Equinócio e Lua cheia!

Semana de 21 a 27 de setembro de 2026: Entre impulsos e esforços de equilíbrio, esta é uma semana de passagem e mudança de estação, marcada pelo equinócio, pela entrada do Sol em Balança e pela Lua Cheia no eixo Carneiro–Balança. Começamos ainda sob o Sol nos últimos graus de Virgem, concentrados em organizar, corrigir e concluir o que ficou por fazer. Mas, a partir de quarta-feira, o tom altera-se: deixamos para trás a análise dos detalhes e entramos num período em que as relações, os acordos, a justiça e o equilíbrio entre forças opostas ocupam o centro das atenções.

A entrada do Sol em Balança ativa dois aspetos particularmente interessantes: os trígonos a Urano, em Gémeos, e a Plutão, em Aquário. Forma-se assim uma corrente poderosa entre os três signos de Ar, favorável à renovação das ideias, à circulação de informação, às descobertas, às mudanças tecnológicas e à transformação das estruturas sociais. Urano abre caminhos inesperados e permite pensar de outra maneira; Plutão dá profundidade, força e consequências duradouras às decisões tomadas. É uma configuração propícia a reformas e alianças inovadoras, mas também a movimentos coletivos difíceis de travar depois de iniciados – mas a repressão começa a fazer-se sentir e continuará nas próximas semanas… Assim, nem tudo flui com a mesma facilidade. Ao entrar em Balança, o Sol começa também a aproximar-se das oposições a Neptuno e, depois, a Saturno, em Carneiro. O entusiasmo provocado pelas novas possibilidades e desejo de mudança terá de enfrentar limites, responsabilidades e provas de realidade. Depois do equinócio, torna-se progressivamente mais difícil evitar decisões ou manter situações indefinidas. O confronto entre o desejo individual e as exigências das relações, entre aquilo que imaginamos e aquilo que realmente pode ser realizado, dominará o final da semana e prolongar-se-á pelos dias seguintes.

A semana começa, na segunda feira, com a Lua em Capricórnio, enquanto o Sol percorre os últimos graus de Virgem. É um dia pragmático, exigente e orientado para resultados. Há vontade de organizar, concluir tarefas e recuperar o controlo de situações que se tornaram confusas. A harmonia entre o Sol e Marte favorece a ação eficiente: não basta pensar ou planear, é preciso fazer. A Lua em Capricórnio reforça a disciplina, mas também pode aumentar a rigidez e a sensação de que tudo depende do nosso esforço. Convém estabelecer prioridades e não assumir responsabilidades que pertencem aos outros.

Na terça, a Lua entra em Aquário e aproxima-se de Plutão, mudando o ambiente emocional. Tornamo-nos mais atentos ao que acontece no grupo, na sociedade e no futuro, mas também menos disponíveis para aceitar regras apenas porque sempre existiram. A conjunção da Lua com Plutão intensifica reações e torna mais visíveis as relações de poder. Informações, decisões ou acontecimentos podem alterar a dinâmica de uma equipa, de uma comunidade ou de uma organização. A oposição da Lua a Júpiter aconselha moderação: grandes promessas, discursos excessivos ou certezas absolutas podem criar expectativas impossíveis de satisfazer.

Na madrugada, de quarta, o Sol entra em Balança e ocorre o equinócio de setembro. No hemisfério norte começa astronomicamente o outono; no hemisfério sul, a primavera. A palavra “equinócio” vem da ideia de igualdade entre o dia e a noite: é o momento em que o Sol cruza o equador celeste e inicia uma nova etapa do seu ciclo anual. Astrologicamente, é um dos quatro grandes pontos de viragem do ano, sempre em signos chamados cardinais, de acção. Com a entrada do Sol em Balança, somos chamados a procurar equilíbrio, a negociar e a considerar o ponto de vista dos outros. Mas equilíbrio não significa imobilidade nem ausência de conflito. Significa encontrar uma proporção justa entre forças diferentes. As vezes é preciso ir para a guerra para ter paz…A Lua continua em Aquário, favorecendo uma visão mais ampla e menos pessoal dos acontecimentos. É um bom dia para observar tendências, discutir ideias e imaginar soluções novas. O risco está em racionalizar excessivamente sentimentos que também precisam de ser reconhecidos.

A sensibilidade, a imaginação e a permeabilidade emocional tornam.se centrais na quinta, com a entrada da Lua em Peixes. Depois da lucidez mental dos dias anteriores, podemos sentir necessidade de parar, descansar ou compreender aquilo que não cabe numa explicação lógica. Mas cuidado também com o excesso de idealismo ou tendências para escapismo. O contacto da Lua com Neptuno pode trazer inspiração, compaixão e intuição, mas também alguma confusão. É importante distinguir entre uma perceção verdadeira e aquilo que apenas desejamos acreditar. A harmonia com Vénus, em Escorpião, e com Marte, em Caranguejo, favorece a proximidade emocional, a criatividade e a capacidade de perceber o que não está a ser dito.

Na sexta, a Lua continua em Peixes e aproxima-se de Saturno. O ambiente torna-se mais sério e pode surgir uma sensação de cansaço, solidão ou desilusão. Algo que parecia possível terá de ser confrontado com os seus limites concretos. No entanto, esta passagem também permite dar forma ao que até agora existia apenas como desejo, imagem ou projeto. Saturno não serve apenas para impedir: serve para estruturar. É um dia apropriado para definir compromissos, estabelecer prazos e reconhecer o que exige tempo, preparação e persistência.Entretanto, o trígono do Sol a Plutão ganha força. Por baixo de uma aparente calma, estão a ocorrer mudanças profundas. Uma decisão discreta pode ter consequências muito maiores do que inicialmente se imagina.

A Lua Cheia ocorre no sábado. A Lua entra em Carneiro e, às 17h49, opõe-se ao Sol em Balança. É a primeira Lua Cheia depois do equinócio e é tradicionalmente conhecida, no hemisfério norte, como Lua da Colheita, por ser a Lua Cheia mais próxima do início do outono. Todas as luas cheias iluminam e levam alguma coisa ao ponto culminante. Esta revela o conflito entre o “eu” de Carneiro e o “nós” de Balança: entre a necessidade de agir por iniciativa própria e a obrigação de considerar os outros; entre a independência e o compromisso; entre o impulso e a negociação.

A Lua está próxima de Neptuno e avança em direção a Saturno, enquanto o Sol faz o percurso oposto. Por isso, esta Lua Cheia não produz respostas simples. Primeiro pode haver entusiasmo, idealização ou confusão; depois surgem os limites e as consequências. Relações e alianças serão postas à prova. Aquilo que se manteve através de cedências excessivas pode deixar de ser suportável, mas agir impulsivamente também pode destruir equilíbrios que ainda poderiam ser corrigidos. No plano coletivo, esta Lua Cheia pode trazer confrontos, ultimatos e iniciativas unilaterais, ao mesmo tempo que aumenta a pressão para alcançar acordos. O que estiver escondido por detrás de discursos diplomáticos tende a tornar-se visível.

A Lua permanece em Carneiro no domingo e encontra Saturno, prolongando os efeitos da Lua Cheia. Depois da intensidade emocional de sábado, chega o momento de assumir responsabilidades. As decisões tomadas por impulso terão consequências; as decisões adiadas podem tornar-se inevitáveis. A aproximação da Lua a Quíron toca antigas feridas ligadas à afirmação pessoal, à rejeição ou à sensação de não termos o direito de escolher o nosso próprio caminho. Mas a harmonia com Júpiter ajuda a recuperar confiança e a perceber que reconhecer uma fragilidade não significa ficar prisioneiro dela. É um domingo para agir com determinação, mas sem agressividade.

O verdadeiro desafio desta semana não consiste em escolher entre o eu e os outros. Consiste em descobrir até que ponto podemos ser fiéis a nós próprios sem destruir as pontes de que ainda precisamos.

R.I

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