É às 2h25m da madrugada de quinta-feira que a Lua faz conjunção ao Sol e se torna possível passar a uma nova fase de gestão das questões internas, familiares, nacionais. É no signo do Caranguejo que abre este ciclo, em semi-sextil a Júpiter e poucas horas depois semi-sextil a Vénus, tal como Júpiter em Leão e ainda em trígono a Saturno em Escorpião. Estes aspectos de certa forma trazem a oportunidade de respostas criativas, em que os valores humanos e financeiros são valorizados pela conjunção Vénus/Júpiter, em busca da estabilidade e do cumprimento das obrigações simbolizadas pelo ângulo a Saturno. Tudo isto seria suave não fosse Marte e Plutão, os dois regentes de Escorpião onde se encontra Saturno, estarem opostos nos Céus- Marte em Caranguejo conjunto a Mercúrio – a vontade de defender pela palavra e acção o que demais íntimo, pessoal, familiar doméstico, nacional nos podemos agarrar- versus Plutão em Capricórnio,- o poder sem rosto, a força da dependência ou dívidas a penetrar as estruturas de organização de vida, pessoal, colectiva, política, financeira, representadas pelo Capricórnio frontalmente a desafiar tudo o que é do foro interno. É um aspecto violento, traz confrontos internos e externos e é neste quadro que a Lua Nova dá o mote para que tenhamos consciência que algo de muito importante mudou no que eram as nossas amarras de base. Assim, apesar dos aspectos mais felizes ou fáceis da Lua e Sol a Vénus, Júpiter e Saturno que mostram um lado melhor do que está a mudar, o facto é que a oposição Mercúrio/Marte Plutão traduz clivagens internas, zangas, resistência e prepotência e a difícil tarefa de articularmos o dialogo equilibrado que o Nódulo Norte em Balança sugere como caminho certo a seguir. Esta Lua nova é por isso um tempo de abertura de confrontos que podem custar caro a quem e ao que ficar preso ao passado. No próximo dia 20, Marte fará quadratura a Urano e Vénus entra retrógrada 40 dias em Virgem- sinal de que as tensões de hoje podem levar a rupturas nessas altura e que relações, alianças, dinheiros têm de ser passados a pente fino, na sequência do que agora se desenrolar. É uma Lua Nova para percebermos com o que podemos ou não contar e lutar pelo que nos é fundamental. Pelas 14 horas GMT a Lua entra em Leão e o dramatismo ou desejo de reconhecimento é o  impulso a controlar no conflito entre o “Eu” do Leão e o “Mundo” do Aquário que se lhe opõe.

A imagem é de uma tela da pintora e mística sueca Hilma Af Klint- 1862- 1944, pioneira da arte abstracta

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