Estamos em vésperas de um eclipse parcial do Sol, na Lua Nova de amanhã, às duas da madrugada. Uma Lua Nova é sempre um princípio de novo ciclo emocional e um eclipse do Sol o fim de uma situação. A Lua cobre o Sol e quando o volta a revelar temos uma nova perspectiva, eliminadas as sombras por vontade própria ou por força das circunstâncias. No signo da Virgem, é na área do trabalho, do serviço, da forma como cuidamos da nossa saúde que podemos aproveitar para fazer tábua rasa e começar de forma crítica uma nova maneira de estar. Hoje, pela tarde, a Lua em quadratura a Saturno mostra-nos o que temos de limitar ou restruturar, para de seguida entrar em Virgem e focarmos como resolver as carências,  com o empurrão do eclipse na madrugada de sábado. Ser organizado, eficiente, atento aos detalhes e materializar o propósito a que nos dedicamos são os atributos desta conjunção da Lua ao Sol. Mas antes do eclipse, a Lua  encontra-se com Júpiter também em Virgem e são ondas de entusiasmo que nos levam a querer começar de novo. É de facto um mar de oportunidades que se alinha no horizonte com este eclipse já que Sol e Lua vão estão em oposição a Quíron em Peixes- o que permite olhar para feridas antigas no amor, compaixão, solidariedade, fusão emocional, encontrar-lhe motivo, dar-lhe sentido e sarar – assim como um trígono a Plutão em Capricórnio e um quincúncio a Urano em Carneiro- as mudanças podem ser profundas e de largo impacto com base numa atitude inovadora mas não disparada. Em resumo, esta sexta-feira à tarde, GMT, é o período ideal para refletir a que nos queremos ou não dedicar, resolvidas feridas e carências, e postos de lado velhas rotinas e maneiras de fazer que já não são eficazes.

A tela é do sueco Edvard Munch, 1892
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