É um dia de emoções fortes que pede cabeça fria e cujo impacto nas relações pessoais ou contratuais tem de ser reavaliado a partir de amanhã. O pano de fundo, que dura uns dias, é a oposição de Júpiter em Virgem a Neptuno em Peixes. Este aspecto integra a quadratura de Saturno a Neptuno que tem durado todo o ano impedindo fantasias e que ficará de novo exacto no final de Novembro. Agora temos Júpiter – que já fez quadratura a Saturno, a opor-se a Neptuno para sinalizar que é preciso discernimento, sentido crítico e uma grande capacidade de trabalho e síntese para lidar com ideais, sonhos ou que o espírito parecer ditar. É como se fosse necessário pôr os pés na terra e ir além da frustração denunciada por Saturno, dedicando-nos à concretização daquilo em que afinal acreditamos. Não basta ficar bloqueado com limites existentes, há que deitar mãos à obra e conciliar sonho e matéria, ideais e pragmatismo. O coração tem de continuar aberto mas há que encontrar maneira de concretizar a dádiva- este o desafio desta oposição de Neptuno a Júpiter que nos vai pôr mais em contacto com o inconsciente para descodificar crenças ou ilusões e pô-las ao serviço de nós próprios e dos outros. Só assim podemos tornar os sonhos realidade

Neste cenário, a Lua passa, à tarde GMT, para o signo do Escorpião em semi-sextil ao Nódulo Norte em Balança- o diálogo ou necessidade de acordo nesse contexto de pragmatismo mexe profundamente com as emoções já que receamos enganos ou perder o controlo. Cientes de que não nos podemos iludir, a desconfiança pode dominar os sentimentos mas não é boa conselheira. Marte está em Leão em quadratura a Saturno e há limites para a acção voluntariosa. Não só não podemos fazer o que o instinto ditar como há que reavaliar posições negociais, a partir de amanhã, com base na nova consciência de como se quer viver. Mercúrio entra retrógrado em semi-quadratura a Saturno o que traz para esse repensar das relações todo o peso de divídas, dependências, detenção de poderes. No dia 18 Saturno ingressa em Sagitário e abre um tempo de dois anos de estruturação dos princípios com que nos devemos reger individual ou colectivamente.

A tela é de Chagall e chama-se ” O Tempo é um rio sem margens” 1928. Está no MOMA

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2013-09-05-TimeIsaRiver

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