Os equinócios e solstício marcam naturalmente as estações do ano, viragens astronómicas com impacto no que vestimos, comemos e outras actividades do quotidiano. Vivemos isto de forma quase automática ajustando-nos à chuva ou calor, fruta fresca ou seca. Mas há correlações astrológicas entre o que se passa nos céus e no quotidiano individual e colectivo, para além dos ingressos do Sol nos signos cardinais, Balança, Capricórnio, Carneiro e Caranguejo. É preciso ver os restantes aspectos entre os planetas do sistema solar e colocarmo-nos no tempo dos ciclos em curso para tentar apanhar marés  e não remar contra correntes desgastantes.  Este objectivo simplista é uma maneira de focar a complexidade das interações planetárias em jogo e o mapa do início da estação marcada pelo ingresso do Sol, hoje em Balança, é o que nos dá mais informação sobre  o que é fácil, complicado, tem de ser trabalhado ou evitado, como vestimenta psicológica para acompanhar gabardines ou sandálias.

O pano de fundo deste equinócio é a quadratura lata de Urano a Plutão e a entrada em movimento directo de Plutão no próximo dia 27, retrógrado desde Abril quando esteve em quadratura exacta a Urano. É como se, desde então, nos últimos seis meses, tudo o que aconteceu nos tenha obrigado a rever posições internas, partilhas de poderes, bens, controlo de organização de vida, sociedade, estruturas, a forma como nos queremos impôr no nosso mundo e no mundo. Na Primavera viveram-se picos de tensão que forçaram algumas mudanças radicais de posição, que têm até agora estado a ser absorvidas.  De seguida e  até ao Solstício de Inverno vamos poder prosseguir externamente com acções de mudança estrutural profunda, que nos vão obrigar a deixar para trás dependências ou alianças quando Urano entrar directo antes da passagem do ano.

Estamos assim a meio de um cenário de mudanças que implicam a continuação do que foi feito até Março/Abril passado e está em processo de revisão ou absorção desde então.  E quais as regras, que estruturas queremos desenvolver agora?  A resposta é dada por Saturno, directo a 0 graus de Sagitário, a seta do Sagitário limitada pelos anéis de Saturno. Podemos querer ir mais longe, abrir horizontes mas confrontamos com impedimentos, como os refugiados e os muros e barreiras geo-políticas, ou queremos aprender mais e o saber custa, ou pretendemos expandir negócios e há regras limitadoras ou taxas de juro no movimento bancário que restringem opções.  Pode ser muita coisa mas é sempre a necessidade de controlo a longo prazo e a responsabilidade na expansão de movimentos,  da banca, dos conhecimentos e do fundamentalismo religioso, tudo o que Júpiter rege, sob a ordem de Saturno. Júpiter, regente de Sagitário, está agora em Virgem, em quadratura a Saturno e oposição a Neptuno em Peixes o que pede mais trabalho, mais serviço, mais dedicação a cuidar em detalhe de nós e dos outros, sem fantasias mas com inspiração. Neptuno em Peixes é a fonte ideológica,  mística ou artística onde temos de ir buscar o sonho que queremos realizar com a ajuda de Júpiter em Virgem que dá a energia e empenho para materializar o desejado, sistematizando os princípios condutores, sem lugar a esbanjamento ou disparates devido à quadratura a Saturno.

Apesar de tanto juízo a ditar motivações e acções, ou talvez por causa disso, vamos poder rever posições negociais, seja nas relações pessoais, contratuais, políticas, equilíbrios financeiros, coligações  ou sentenças de justiça, até dia 10 de Outubro, quando Mercúrio deixa de estar retrógrado em Balança. Depois, entre o dia 22 e o dia  25 de Outubro Mercúrio activa a quadratura de Urano a Plutão e temos de conversar sobre as novas perspectivas abertas entre 4 e 12 de Outubro quando o Sol, em primeiro lugar, fizer quadratura a Plutão e oposição a Urano, mostrando como nos posicionamos no cenário de mudança.

Estaremos prontos para trabalhar a sério nesse novo quadro de transformações  a partir de 26 de Outubro quando Vénus e Júpiter se encontram em Virgem e o Sol já estiver em Escorpião a tratar da regeneração profunda do que tiver de ser mudado,  morte e renascimento em que damos tudo por tudo para melhorar as condições de organização e serviço já que Marte também se encontra em Virgem bem perto de Vénus e Júpiter. Tudo isto se passa em oposição a Quíron em Peixes o que implica que tudo o que fizermos tem de ser em prol de sarar velhas feridas, promover solidariedade, amor, integração, tudo o que una e nada que separe.

O grande recado do céu neste equinócio é já esse apontar do dedo para a busca de alianças e acordos que a todos beneficiem. O Sol ao entrar em Balança faz conjunção ao Nódulo Norte e horas mais tarde trígono à Lua em Aquário: há que procurar pontos de equilíbrio entre posições pessoais, fazer alianças políticas, equilíbrios orçamentais, procurar a paz, porque o conflito está latente: as quadratura de Marte a Saturno e de Urano a Plutão são verdadeiras caixas de explosivos que requerem toda a delicadeza e esforço negocial. Seja porque queremos exercer a nossa vontade insurgindo-nos contra limites externos, seja porque rejeitamos as mudanças que nos são impostas, o potencial de conflito doméstico e colectivo é imenso. O que o equinócio pede é o último esforço do ano de  harmonização de interesses.
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