Podemos ou não aguentar com o que está a acontecer à nossa volta ou somos nós próprios quem provoca as crises indesejadas? A  semana começa passional  com questões de paixão, desejo, endividamento emocional e financeiro, vida e morte, paz e guerra, poder e vitimarão, enfim, um rol de possibilidades de situações que nos levam ao fundo dos sentimentos e nos obrigam a mostrar o que queremos, de que lado estamos, o que queremos ou não mudar. Lua e Vénus conjuntas em Escorpião alinham carência e desejo no âmago do sentir, do querer custe o que custar enquanto os regentes do Escorpião, Marte em Balança e Plutão em Capricórnio se confrontam numa oposição que pôs de um lado a necessidade de dizer o que queremos das relações, acordos alianças, interdependências e de outro a força do poder existente, estrutural, que domina os processos para além da nossa própria vontade. Em rota de colisão, querer não quer hoje dizer poder mas é certamente um confronto que vai ter de ser gerido. Idealmente haveria um sonho que guiasse as pulsões com Lua e Vénus trígono a Neptuno em Peixes. No entanto, uma quadratura de Saturno a Neptuno não permite fantasias e obriga a pensar a longo prazo nos princípios condutores, regras pessoais e colectivas a seguir se queremos abrir caminho. Este travão é mais um dos factores de tensão de hoje, dia a gerir com cuidado, reserva e sob orientação de horizontes mais largos do que o impulso imediato.

A fotografia é do norte-americano Alfred Stieglitz ( 1864 – 1946)

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