Entramos hoje numa nuvem minada de conflito cujos efeitos se prolongam nos tempos mais próximos, criando um estado latente de tensão entre o que se pensa e o que se faz, o que se diz e como se age. Trata-se de uma série de quadraturas entre Mercúrio e Marte, amanhã e depois entre Capricórnio e Balança ou seja entre a ordem que se ambiciona e a a forma como a podemos impôr aos outros, aspecto que se repete nos primeiros dias de Janeiro com Mercúrio em Aquário em Marte em Escorpião num conflito mais abrangente que se estende até Março quando se voltam a cruzar nesses signos. Assim, o que está latente e volta e meia se revela até ao início de Março é o impulso punitivo, a zanga, a guerra por uma ordem e poder que pode começar com um só tema mas que tem tendência a alastrar a outras áreas do entendimento. Nesse espiríto de conflito, a Lua hoje ainda em Leão aumenta o dramatismo com chamadas de atenção facilitadas pelo sextil a Marte e quincúncio a Mercúrio. Mas será que disputa e gestos teatrais têm bom resultado? Não, são apenas uma ilusão animada pelo sextil do Sol em Capricórnio a Neptuno em Peixes e pelo semi-sextil de Marte a Vénus em Escorpião. Temos que nos libertar de tanta compulsão e apostar no sentido prático e em alargar perspectivas. Vale -nos para isso a Lua que está quase a entrar em Virgem onde se vai encontrar com Júpiter e com o Nódulo Norte e Vénus que vai sair do Escorpião para o Sagitário onde não quer prisões a emoções nem a nada. É tempo de largar os conflitos e  viajarmos para outras paragens ou outros estados de alma.

A fotografia é de Roberta Capa, na Sicília em 1943

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