Cada qual há de ter a sua ideia sobre como deve ser o mundo mas a comunicação ou diálogo não parecem ser possíveis. Antes pelo contrário, zanga, corte de relações, guerra de interesses são as únicas mensagens que passam neste difícil arranque do ano em que ser capaz de mudanças construtivas deveria ser a via, apesar do terreno parecer estar minado.
A Lua conjunta a Marte em Escorpião logo de manhã GMT é o que torna as emoções mas intensas, os desejos capazes de expressão violenta, a corresponder à dor ou paixão sentidas. Um trígono a Neptuno em Peixes cria a ilusão que estamos a lutar por um ideal, uma causa acima de interesses terrenos, o sonho que queremos tornar realidade, revirando o que se intrometer. Uma quadratura da Lua e Marte a Mercúrio em Aquário revela a impossibilidade de a mensagem passar de forma harmoniosa. A fricção entre a visão ou discurso sobre o mundo e os sentimentos viscerais não são compatíveis.
Seja a via da cabeça perdida seja a via da sujeição dos sentimentos ou preferências à razão com Vénus a aproximar-se de uma conjunção a Saturno em Escorpião, as coisas não vão ficar na mesma e uma nova ordem está na calha esta semana com o Sol em conjunção a Plutão em Capricórnio. Há que arrumar a vida de outra maneira e a bem ou a mal o caminho é o do cuidado de si e dos outros, do serviço dedicado, da organização crítica que permita pôr em prática os princípios a que temos de subordinar os desejos. Isto porque Júpiter regente do Sagitário está em conjunção ao Nódulo Norte em Virgem, regido por Mercúrio.
Ora Mercúrio está estacionário, vai entrar retrógrado durante três semanas, saindo do Aquário e regressando a Capricórnio. Não podemos avançar e dizer ao mundo o que pensamos sem voltarmos a rever a matéria e as estruturas que nos organizam. Os princípios e regras, a organização, gestão e uso do poder têm de ser compatíveis com o discurso…

O desenho é Francisco de Goya (1746-1828)

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